terça-feira, 21 de novembro de 2017

Alicia Keys

Alicia Keys (1981) é nome artístico de Alicia Augello-Cook, uma cantora norte-americana de grande sucesso e uma das maiores ganhadoras do Grammys. Seu estilo é permeado de R&B, Soul, hip hop e Pop. Possui canções conhecidas como "Fallin", "No One" e "Empire State of Mind".

Alicia Keys nasceu em Manhattan. Começou muito cedo na carreira musical, aos 5 anos, tocando piano. Recebeu boa educação musical, estudando música clássica ( Beethoven e Chopin), mas revelou interesse também pelo jazz e artistas como Marian McPartland e Oscar Peterson. Recebeu influências de Nina Simone, Marvin Gaye, e Stevie Wonder.

Com apenas 14 anos compôs a canção, "Butterflyz", que fez parte de seu álbum “Songs in A minor”, lançado em 2001. Entrou para a Universidade de Colúmbia. Assinou contrato com a gravadora Columbia Records, mas deixou-a por diferenças musicais.

O álbum “Song in Lá minor” vendeu 7 milhões de cópias e ganhou 5 Grammys. O “The diary of Alicia Keys”, segundo álbum da cantora, fez tanto sucesso quanto o primeiro e lhe rendeu 4 Grammys. Em 2005, lançou o “Unplugged” (Acústico MTV), que vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo. "As I Am" (2007) foi o 4º álbum, Cujo single "Like You'll Never See Me Again" foi número 1 no Hot R&B/Hip-Hop Songs. Outro single, "No One", foi a Melhor Canção de R&B no Grammy Awards de 2008.

O álbum “The Freedom Tour", lançado em 2009, tinha a canção "Empire State of Mind", que fez bastante sucesso e é uma das melhores de sua carreira. Em toda a carreira, Keys já ganhou no total 14 Grammys.

Alicia Keys atua na filantropia participando da Keep a Child Alive, organização que tem como objetivo levar medicamentos a famílias que possuem HIV na África.

Biografia retirada de e-biografias

domingo, 19 de novembro de 2017

Chiquinha Gonzaga


 Foi durante muitos anos a compositora com mais sucessos musicais no Carnaval brasileiro. Há mais de um século, em 1899, compôs um sucesso retumbante a marcha ‘Ô, Abre Alas’. A vida de Francisca Gonzaga está salpicada de romances, aventura e desventura, muita criatividade, alguns escândalos pelo seu comportamento social, e muita, muita música. O seu nome completo era Francisca Edwiges Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro quando ainda governava o Brasil o imperador D. Pedro II. Filha de um militar que ascenderia a chefe de gabinete de um ministro de nome José Basileu Neves Gonzaga - e de uma mulata solteira, Chiquinha, apesar de filha bastarda, foi educada pela família do pai e, como qualquer menina da sociedade, brincou com bonecas, aprendeu a tocar piano, com o maestro Lobo e teve aulas com o cónego Trindade, que lhe ensinou as muitas disciplinas que se ministravam na época e que, mais tarde, serviriam a esta brasileira endiabrada para sobreviver, quando a adversidade lhe bateu à porta. 
             Assim, até aos 12 anos, Chiquinha Gonzaga estudou Latim, Português, Francês. História, Geografia e Matemática, mas nos seus tempos livres, escapando aos olhares dos familiares mais exigentes, deixou-se fascinar pela música africana dos escravos da casa, música dolente, ritmada, que lhe corria nas veias pelo lado da mãe. Muito cedo começou a compor músicas para piano. Aos 11 anos escreveu ‘Canção dos Pastores”. 
             Como acontece nos países tropicais, o pai quis casá-la bem cedo. E assim, aos 13 anos, Francisca Edwiges Gonzaga contrai, contrariada, casamento com um Jacinto Ribeiro do Amaral, de 26 anos, oficial de marinha mercante e armador. Para o pai de Chiquinha era um bom partido, mas para ela a vida de casada foi uma triste experiência. O marido, machista como era uso na época, obrigava-a a viajar com ele no navio, obrigando-a a passar dias inteiros retida no camarote, para não conviver com eventuais elementos do sexo masculino que se encontrassem por perto. Acrescia que detestava que a mulher tocasse piano. As discussões multiplicavam-se e Chiquinha, que entretanto ia sendo mãe – teve cinco filhos – vê o marido vender o piano. O desgosto é imenso, mas a lutadora Chiquinha compra um violão, para colmatar a sua necessidade de tocar, O casamento ia de mal a pior. Chiquinha “dá o seu grito do lpiranga” e, numa das viagens, as desavenças entre o casal sobem de tom e Chiquinha pega nos filhos e parte para o Rio de Janeiro. Resumindo abandona o lar. Primeiro escândalo. Cai a vergonha na família. Solidariedade foi algo que Chiquinha não teve, neste período difícil da sua vida, mas sem qualquer experiência da vida apaixona-se e virá a casar com um engenheiro que apreciava música e que construía estradas, Volta o calvário. Este leva-a para lugares inóspitos onde ela vive isolada, nas piores condições, em barracas de campanha e rodeada de pó e trabalhadores. Francamente a sorte parecia não a bafejar, mas passa adiante, sem olhar para trás. 
             Mas a música e a sensualidade de Chiquinha, que apesar de baixa estatura era considerada bonita, olhos escuros, uma cabeleira negra levemente ondulada, acabam por encantar o flautista Joaquim da Silva Calado que lhe mostra o mundo da boémia carioca. Parecia que a música os iria unir por muito tempo, mas Chiquinha parte novamente, outra paixão entra no seu coração, e então dá-se a ruptura com a família de origem. Não querem saber daquela “degenerada”. Ela era apontada como uma “marginal”. Até teve o desplante de ser a primeira menina filha de família abastada a usar lenço na cabeça, em vez de chapéu, como as outras meninas finas. 
             É então que Chiquinha percebe que agora tem de ganhar a vida sozinha. Deixa para trás a música erudita que aprendera e começa a compor canções populares. Para poder viver dá explicações de tudo o que sabe, desde piano a geografia e passa a tocar em festas. O filho mais velho, João Gualberto, com 15 anos, também toca. Sempre são mais uns cobres que se ganham. 
             Em 1877 a compositora brasileira publica a 1ª polca com o título Atraente. Uma das edições desta composição teve capa da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. 
             Entretanto o pai sobe a chefe de gabinete do Ministro da Guerra e tudo faz para que a filha não venda músicas, assinando com o apelido Gonzaga. Nada de beliscaduras na sua reputação. Mas “como os cães ladram e a caravana passa’ a filha do general continua a sua vida de compositora. O teatro musicado estava muito na moda é aí que a compositora brasileira vai apostar. Compõe praticamente todo o tipo de músicas: polcas, tangos, lundus, valsas, maxixes, fados, quadrilhas, gavotas, barcarolas, mazurcas, habaneras, choros e serenatas (só não compôs música de jazz porque essa música nasceu no mesmo continente, mas mais a Norte). O sucesso começa a surgir. 
             Ela foi a primeira maestrina a dirigir uma orquestra e foi ainda mais longe pois chegou a dirigir a banda da Polícia Militar, ‘Mas a música não era a sua única ocupação, como mulher de forte sentido cívico e nacionalista vai apoiar os movimentos abolicionistas e os movimentos pró-republicanos.
             Ao contrário do que se possa pensar, quando vemos os desfiles do carnaval carioca, tão bem organizados, antes de Chiquinha Gonzaga não havia uma marcação para os desfiles. Os bailarinos eram apenas acompanhados de “zés-pereiras” (termo que chegou ao Brasil via Portugal) e pouco mais. Chiquinha compõe a célebre Corta-Jaca que foi um sucesso estrondoso e que passou a ser a marcha que marcava as danças no carnaval. A popularidade foi de tal ordem que a mulher do presidente do Brasil, Hermes da Fonseca - Nair de Tejé - tocava-a, ao piano nos jardins do Palácio do Catete (residência presidencial na época). Claro que nem todos gostavam desta música sensual, e o erudito Rui Barbosa disse mesmo: “o Corta-Jaca é a mais baixa, mais chula, e mais grosseira de todas as danças. Mas nas recepções presidenciais é executada com honras de música de Wagner”. Gostos não se discutem! 
             Os desaires amorosos de Chiquinha terminaram no dia em que conhece João Batista. Ele tinha 16 anos e ela 52. Esse amor durou até à morte da compositora brasileira. Trinta e três anos. Para não dar escândalo e chocar certas consciências, o casal passava por mãe e filho, só os mais íntimos sabiam a verdade. Quando João Batista já tinha uma idade ‘conveniente” passou a ser o seu produtor musical. Nesses tempos já os êxitos da compositora eram sem conto. A família tentou aproximar-se, mas não teve qualquer reacção positiva por parte de Chiquinha. Vai mesmo esquecer as filhas viúvas e pobres. Apenas se rodeou dos filhos que sempre a tinham apoiado e amado. Foi Chiquinha Gonzaga quem esteve na origem da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), onde se defendiam os direitos de autor/compositor, porque já nesse tempo se pirateavam gravações. Um disco seu chegou a aparecer feito na Alemanha. Em 1888 antecipando-se à Lei Áurea (abolição da escravatura) compra a liberdade de um músico escravo, José Flauta e, em 1894, é homenageada a bordo de um navio francês sob o comando do almirante Fournier. 
             Chiquinha venceu numa sociedade estereotipada e machista, e os seus últimos 20 anos de vida foram repletos de homenagens e sucessos. Poucos jovens adivinhariam que aquela senhora pequenina, vestida de modo discreto e com ar feliz tinha passado uma juventude com amores escaldantes, escandalizando e principalmente tudo sacrificando pela música. Passou a ser a convidada de honra de todas as estreias musicais do Rio de Janeiro já nos primeiros anos deste século. Ia acompanhada pelo filho João Gonzaga. Um dia teve a originalidade de promover um concerto com 100 violões para mostrar a força e autenticidade da música popular brasileira.
             Viajou pela Europa várias vezes entre 1902 e 1910. Por Portugal passou em 1904, e actuou no Salão Neuparth. Conta-se que tocou órgão na Igreja de Benfica, só que ninguém percebeu que estava a tocar não música sacra, mas partes de O Trovador de Verdi. Terá estado quatro anos no nosso país, mas não lhe localizamos o percurso, apenas no Catálogo da Casa Neuparth, edição de 1902, constam para venda duas obras suas onde consta como F. Gonzaga. Musicou vários libretos para peças portuguesas, nomeadamente As Três Graças e A Bota do Diabo. Em 1911 compõe a peça Lua Branca, seguida, em 1915, de Sertaneja. O seu maior sucesso foi a opereta Forrobodó, em 1912 que teve 1500 representações 
             Aos 87 anos escreveu a partitura Maria para a peça de Viriato Correia. 
             A sua obra é extensíssima. A pianista brasileira Clara Sverner compilou-a e foi editada. 
             Chiquinha Gonzaga morreu no dia 28 de Fevereiro de 1935, nas vésperas de mais um Carnaval e quis como epitáfio na sua tumba apenas ‘Sofreu e chorou”. Tinha 88 anos. 

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Adam de la Halle

1240-1287

Trovador francês, também conhecido como Adam, o Corcunda, é considerado o precursor da comédia francesa. Nascido em Arras, revela habilidade com as palavras e os sons desde a juventude. Muda-se para Paris, onde aperfeiçoa seu talento em apresentações na corte francesa. Acompanha o rei Carlos I, duque de Anjou, em viagens à Sicília e a Nápoles. Compõe rndós e motetes – forma introduzida pela Ars Antiqua que consiste na apresentação simultânea de mais de um texto em cena. Halle desvincula a música do caráter religioso, comum na época. Seu trabalho é tido como o início da Ars Nova, estilo criado por Philippe de Vitry e Guillaume de Machaut. Faz dezenas de poemas e composições musicais polifônicas, como os 16 rondós a três vozes e os 18 jogos partidos. Entre seus textos teatrais conhecidos estão A História de Griseldis, considerada precursora das peças sérias sem a conotação religiosa da época, e o Jogo de Robin e Marion, comédia pastoral musicada tida como uma das primeiras operetas francesas.

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Achille-Claude Debussy

22/08/1862, Saint-Germain-en-Laye, próxima a Paris (França)
25/03/1918, Paris (França)

Aluna de Chopin, madame Mauté de Fleurville ficou impressionada com o talento de seu aluno Achile-Claude Debussy, de onze anos, e pediu aos pais a permissão para iniciá-lo como músico profissional. No Conservatório de Paris, o garoto ganhou a amizade de professores como Albert Lavignac, que lhe mostrou as partituras de Richard Wagner. 

Seis anos depois, ele ingressou como pianista no trio de música de câmara mantido pela milionária russa Nadejda von Meck, e excursionou pelas principais cidades européias. 

A viagem apresentou a Debussy novidades como assistir à ópera "Tristão e Isolda" em Viena e visitar casas noturnas russos, onde soava a música dos ciganos. 

Ao voltar ao Conservatório; escreveu suas primeiras peças. Ele começou a conquistar a fama como compositor ao vencer o Prêmio de Roma em 1884, aos 22 anos. Ficou conhecido por ter quebrado a tradição do romantismo alemão, desenvolvendo um. As suas composições mais conhecidas são: "Claire de Lune" (1890-1905), "Prélude à l'aprés-midi d'un faune" (1894), e "La Mer" (1905). 

Além de ser moda no meio musical europeu no final do século 19, Wagner influenciou fortemente a obra de Debussy, como na cantata "La demoiselle élue" (1888), em "Musique javanese" à Paris (1889) e em "Cinq poèmes de Baudelaire" (1889). 

As artes se renovavam para inaugurar o novo século. Neste contexto, Debussy criou sua própria linguagem musical: um sistema original de harmonia e de estrutura musicais inspirados nos pintores impressionistas e nos poetas simbolistas. Sua abordagem teve uma enorme influência na música do século 20. 

Em sua obra pianística, Debussy resgatou o rococó. Seu último volume, "Études" (1915), possui variantes de estilo e textura baseados nos exercícios para o piano, com nítida influência do jovem Stravinsky. Em 1902, compôs a sua única ópera, "Pelléas et Mélisande", a que somou novos recursos dramáticos, como a declamação, e a técnica já consagrada de Wagner. 

Famoso por seu gosto pelos bons vinhos e restaurantes caros, ele era freqüentador assíduo de circos, teatros populares e cafés-concertos. Criava gatos e era tido como conquistador. Debussy se envolveu seriamente com ao menos três mulheres: Gabrielle Dupont, Rosalie Texier e Emma Bardac.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rosalía de Castro

 Nascida em Santiago de Compostela, em Fevereiro de 1837, Rosalía de Castro deixou uma obra ímpar. Os seus Cantares Gallegos são unanimemente considerados como a primeira grande obra da literatura galega contemporânea, vindo assim contrariar um conceito antigo de que o idioma galego não é propício à poesia.

Noite de Inverno chuvosa, em Santiago de Compostela. A catedral barroca impõe-se com a sua majestade. Alguém passa apressado, e discreto, debaixo das arcadas bem protegido da insidiosa chuva. Dirige-se ao Hospital Real, onde acabava de ser trancada a porta principal. O vulto bate com força. De dentro alguém reabre a porta, uma breve troca de palavras e a carta com a mensagem urgente dirigida ao médico chefe é entregue pelo vulto a uma mão que está lá dentro. Já bateram as três horas da madrugada. O médico, com a sua maleta na mão segue o criado da fidalga Dona Teresa de Castro e Abadia que ilumina o caminho com uma lanterna. Dona Teresa saiu do seu solar e hospedou-se numa modesta casa de Barreiras. O médico chega. Às 4 horas do dia 24 de Fevereiro de 1837 nasce Rosalía. Foi imediatamente baptizada, ainda nos braços do médico, numa capela contígua ao Hospital, e ficou registada com o nome de Maria Rosalía Rita. A madrinha foi uma mulher modesta, criada do solar dos Castros. 
             Como a nossa Florbela Espanca, Rosalía de Castro ficou marcada, desde o nascimento, por ter sido fruto de uma relação extra-conjugal. Florbela e Rosalía viriam a ser os símbolos máximos da poesia do sofrimento e da tristeza, da amargura e da fatalidade. As suas vidas tiveram, no entanto, rotas diferentes. Florbela não era fidalga, mas a menina galega, era filha de Doña Maria Teresa de La Cruz de Castro y Abadia, de ascendência nobre e o pai um seminarista, ou sacerdote, de nome José Martinez Viojo. Muitas enciclopédias omitiram durante anos esta condição do pai de Rosalía, bem como o facto de ela ter sido registada como filha de pais incógnitos. Eram tempos impiedosos para quem nascia fora das regras estabelecidas. O seu nascimento, nestas circunstâncias marcou profundamente a sensibilidade de Rosalía de Castro. A vida também lhe não sorriu, como a Florbela. A sua única felicidade foram os filhos, mas dos sete que gerou, apenas Gala sobreviveu. 
             Rosalía foi educada e mimada por duas tias paternas, na aldeia de Ortoño na Casa do Castro. Até aos oito anos viveu como qualquer menina de aldeia, se bem que com outro conforto. No entanto, foi este contacto com os costumes e cantares galegos que imprimiram um cunho especial a esta menina de sangue fidalgo, mas de coração e alma embalados por essa língua galega que ela tão bem conheceu e amou. Rosalía estava longe da mãe, porque era necessário preservá-la de comentários sobre o seu nascimento “indigno”. Na época um nascimento destes tinha de ser abafado, para que o escândalo não arruinasse a reputação de uma casa fidalga, mas Doña Teresa amava a filha e não suportando a ausência da filha, passados anos reclama a sua presença. Mãe e filha vão finalmente viver juntas. 
             Aos 14 anos Rosalía estuda em Santiago de Compostela, onde tem aulas de desenho e música. Também frequentava actividades culturais organizadas pelo Liceo de la Juventude. Nessa altura conhece Eduardo Pondal, Aurelio Aguirre por quem Rosalía se apaixona. Por ali aparece também Manuel Murguía com quem virá, mais tarde, a casar. Nestes tempos Rosalía dedica grande parte do tempo à música. Tocará piano mesmo depois de casada. Os filhos gostavam de ouvir os acordes do piano ecoarem pela casa e, quem sabe Rosalía refugiava-se na poesia e na música para esconder as suas amarguras. 
             Galiza foi durante séculos a mais agreste região da Espanha e durante muito tempo as fomes eram cíclicas e devastadoras. Nos séculos XIX e parte do XX a única solução de sobrevivência era a emigração. Partiam os homens deixando as mulheres sós, as “viúvas de vivos”, como lhes chamou Rosalía de Castro. 
             Como o galego é semelhante ao português não traduzimos, para não tirar autenticidade a este trecho sobre emigração, no poema Pra Habana!: Vendéronlle«Vendéronlle os bois,/vendérolles as vacas,/o pote do caldo/i a manta da cama//Vendéronlle o carro/i as leiras que tiña;/deixárono soio/ca roupa vestida.//”Maria, eu sou mozo,/pedir non me é dado;/eu vou pelo mundo/pra ver de ganado.//Galicia esta probe,/iá Habana me vou.../Adiós, prendas/do meu corazón”//...«Este vaise i aquel vaise,/etodos se van:/Galicia, sin homes quedas/que te podan traballar./Tes, en cambio, orfos i orfas/e campos de soledad; e pais que non teñen fillos/e fillos que non tén pais./E tes corazóns que sufren/longas ausencias mortás./Viudas de vivos e mortos/que ninguem consolaré.» (Livro IV de Follas Novas). 
             O ano de 1853 teve um Inverno extremamente rigoroso e por toda a Galiza grassava a fome e a miséria. Rosalía de Castro e a mãe vão viver para o antigo convento de Santo Agostinho, onde funcionava então o Liceo de la Juventude e aqui Rosalía chegou a protagonizar peças de teatro. Em 1856 parte sozinha para Madrid, tendo ficado hospedada em casa de uma prima da mãe, Doña Carmen García-Lugin, que morava na rua da Ballesta. 
             Embora Manuel Murguía convivesse com o grupo de amigos de Rosalía em Santiago de Compostela, só se vão conhecer e casar mais tarde, precisamente em Madrid. 
             Manuel Murguia chegou a cursar Farmácia, mas depois enveredou para outras áreas como História, literatura, arqueologia. Pedagogo e jornalista é considerado um dos mais representativos eruditos do seu tempo. A ele se deve que a obra poética de Rosalía tenha sido publicada e conhecida. Modesta a autora sugeriu que ele publicasse mas que colocasse o nome dele como autor, o que não aconteceu. Daí Rosalía ser conhecida e reconhecida como autora de grande mérito. 
             Os espanhóis das colónias espanholas eram um dos seus públicos mais entusiastas. Sentiam-se irmanados na poesia desta galega discreta e tão sensível. 
             Manuel Murguía e Rosalía casaram em 10 de Outubro de 1858, em Madrid. As vendedeiras do mercado de Santo Ildefonso repararam naquela noiva alta e bonita que saía da igreja pelo braço daquele exótico senhor baixinho de barba escura e «sombrero de copa y levita». Na boda estiveram amigos de ambos, do mundo político e artístico de Madrid, mas Doña Teresa de Castro não quis estar presente. A noiva contava 20 anos e o noivo 25. Nesse tempo Murguia escrevia para jornais.
             Em 1858 Rosalía perde o seu grande amigo Aurelio Aguirre e no ano seguinte a sua melhor amiga. Tinham ambas ido à festa da Virgem de la Barca em Muxia. Era Setembro. Ambas apanham o tifo, mas em poucos dias morre Eduarda Pondal. Rosalía desfeita pelo desgosto escreve La Hija del Mar, depois integrado nos Cantares Gallegos. 
             Os meses passam e a jovem Rosalía sabe que vai ser mãe, mas passa uma gravidez dolorosa. Regressa a casa e vai viver com a mãe numa rua perto da Catedral de Santiago de Compostela. Ali nasce a primeira filha, Alexandra, em 1859. O emprego precário do marido faz com que passem a vida a mudar de terra, entre 1858 e 1875. Em 1860 vivem na Corunha, onde Manuel Murguía é director do Arquivo Geral da Galiza. 
             Em 1861 Rosalía publica Flavio (prosa), mas parece que os desgostos se seguem na sua vida numa sequência constante. Em 1862 perdeu a mãe que ela adorava e expressou a sua dor em A Mi Madre, poesia dedicada aquela que ela amou sem reservas, sem qualquer ressentimento pelo seu nascimento. Edição de 1863. Hoje é uma raridade, porque apenas se fizeram 50 exemplares que Rosalía deu apenas aos mais íntimos. Em 1868 nasceu a segunda filha, Aura. Em 1871 nascem os gémeos Gala e Ovídio e, em 1873 a filha Aura. Mas a doença de Rosalía de Castro agrava-se a cada parto. Em 1875 nasce Adriano, que morre de uma queda, apenas com dois anos. Rosalía chora através da sua poesia: «mi niño, tierra rosa (...)Que sosiego en tu fronte! Al verle yo alejarse! Qué borrasca en la mía ». Ao desgosto da perda dos filhos somava-se um casamento não completamente feliz, como se depreende das cartas que escrevia aos mais íntimos. Mais tarde a filha Gala diria que não era verdade a mãe ser triste e infeliz, que ria muito e brincava e tocava piano para os filhos. Quem podia saber o que lhe ia na alma? 
             Rosalía foi «céptica perante o amor». Para o prof. Jacinto do Prado Coelho, a obra de Rosalía é caracterizada «pela pungente amargura dos seus versos.» Para o prof. francês Claude Henri Poullin, que fez doutoramento sobre a obra de Rosalía de Castro a sua poesia é «a encarnação e símbolo da alma galega.» E acrescenta que Rosalía não surge como um fenómeno isolado, mas sim integrada num conjunto da literatura espanhola da segunda metade do séc. XIX a que se chamou renascimento galego e onde temos nomes como Eduardo Pondal (1835-1917), amigo de Rosalía, Manuel Curros Enriquez (1881-1908). Estes, com Rosalía «constituem o grande triunvirato do renascimento galego do séc. XIX» (Ernesto Guerra Da Cal). 
             Certos críticos literários são de opinião que a vida de um poeta tem de ser sofrida, não saída de quem tem cama fofa e risonha, para que as palavras possam tocar quem as lê. Verdade ou não, no caso de Florbela Espanca, como no de Rosalía a dor vivida é patente, real. A vida da poeta galega foi realmente pungente. Em 1874 nasceu morta a última filha, a quem puseram o nome de Valentina. «Todo acabó, quiza, menos mi pena.» Em 1880 é editado Follas Novas que são um conjunto de poesias escritas ao longo de vários anos. Uma crítica no jornal El Imparcial de 4 de Abril de 1881 em termos francamente negativos, atacando a autora por denunciar os males da emigração e a tristeza das mulheres galegas, fez com que Rosalía, profundamente sentida, nunca mais escrevesse em galego. A partir dessa data só escreveu em castelhano. 
             A obra que a tornou conhecida no mundo literário foi Cantares Gallegos, editado em 1883. São trinta e cinco poemas considerados obra fundamental do ressurgimento poético galego. O livro teve muito boa recepção junto dos espanhóis de além-Atlântico, especialmente na Argentina, Cuba e Uruguai. Os escritores portugueses Antero de Quental e Teófilo Braga escreveram com admiração e apreço sobre este livro de Rosalía. Também para En las Orillas del Sar os leitores foram muitos e sentiam enorme admiração por esta filha da Galiza, autêntica e cheia de talento, que recorda a cidade de Padrón, onde viveu a sua meninice e onde há hoje uma casa-museu em sua homenagem. 
             Mas a doença ia minando o seu corpo frágil. Rosalía sofria em silêncio. Nem o próprio marido jamais soube a extensão do seu mal. Só o médico de Padrón, o dedicado Dr. Roque Membiela a quem Rosalía oferecia os seus livros com uma dedicatória que terminava sempre do mesmo modo: «a sua eterna enferma», sabia que a doença era incurável. 
             Sabendo que o seu fim se aproximava Rosalía de Castro quis ir a Carril com os filhos para ver o mar, esse mar que ela tanto cantou na sua poesia. Volta então para casa e o poeta galego, Lisardo Barreiro, que a visitou, no leito de morte, diria. «Ali estava como a pomba ferida que permanece para sempre rodeada dos filhos.» 
             No dia 15 de Junho de 1885 Rosalía vítima de cancro pede, já delirando: «Abram a janela que quero ver o mar!» e morre serenamente. Antes, pedira às filhas que queimassem todos os manuscritos inéditos. Sabe-se que este pedido foi cumprido de imediato, com a ajuda do padre que lhe ministrou a extrema-unção, aproveitando a ausência do marido que tal não teria consentido. 
             Ficou sepultada em Adina, mas fruto de um movimento de solidariedade de todos aqueles que lhe quiseram dar um lugar mais digno para dormir o último sono, em Maio de 1891 foi transladada, em cerimónia de grande dignidade e pompa para o Pantéon de Galegos Ilustres no convento de São Domingos, em Santiago de Compostela. 
             A sua última viagem foi de combóio, do cemitério de Iria Flavia para Santiago de Compostela. Estava um dia límpido e ameno. Das colónias galegas vieram representantes. Foi um enorme cortejo, onde se incorporaram todos os galegos e espanhóis que a admiravam, desde os anónimos aos mais ilustres. Houve elogio fúnebre e cânticos religiosos. A escritora Emilia Pardo Bazán leu um texto escrito para a ocasião. Galegos da América espanhola patrocinaram a estátua a Rosalía de Castro erigida no chamado, em 1917, passeio da Ferradura, em Santiago de Compostela. 
             Esta poeta galega de enorme talento não terá tido, em vida, toda a notoriedade que merecia, mas como disse alguém: «A popularidade nem sempre é o melhor caminho para a imortalidade.» Para terminar, um pouco mais do talento de Rosalía, nestes palavras que nos deixou: 

                         «Arbol duro y altivo que gustas 
                         De escuchar el rumor del océano 
                         Y gemir com la brisa marina 
                         De la playa en el blanco, 
                         Yo te amo!...» 

             Nós também te amamos Rosalía!

Notícia retirada daqui

sábado, 11 de novembro de 2017

Liam James Payne


Liam James Payne, nascido em Wolverhampton, Inglaterra, a 29 de agosto de 1993, é filho de Karen e Geoff. Tem duas irmãs mais velhas, Ruth e Nicola. Até aos quatro anos de idade, Liam teve acompanhamento médico e fez diversos testes, pois foram detectados problemas disfuncionais num dos rins.

Liam sofreu bullying na escola, o que o levou a frequentar aulas de boxe, comentando: "Eu tinha que aprender a defender-me, e aos doze anos, lutava contra o treinador de 38 anos. Eu parti o meu nariz, tive um tímpano perfurado e chegava a casa com o rosto inchado. Mas isso deu-me confiança. Eu saí-me muito melhor nos anos seguintes". Ele estudou tecnologia da música na City of Wolverhampton College e, além de cantar, toca piano e guitarra.

A primeira audição de Liam para o The X Factor foi feita na quinta temporada, aos catorze anos, mas Simon Cowell achou que ele não estava ainda pronto para a competição e pediu-lhe para voltar dai a dois anos. Ele voltou na sétima temporada e cantou "Cry Me a River" uma canção popular, recebendo os aplausos de pé da plateia e de Cowell. No campo de treino, ele cantou "Stop Crying Your Heart Out" antes de ser eliminado na categoria "boys" e ter-se juntado ao grupo One Direction.

Payne cita Justin Timberlake como a sua primeira e maior influência. Liam tinha um caso com a dançarina Danielle Peazer, que já tocou em bandas como The Saturdays e Jessie J. Eles conheceram-se no The X Factor em 2010, e namoraram até setembro de 2012, retomando o namoro em dezembro do mesmo ano. 

Todavia, por volta de maio de 2013, ambos colocaram novamente um fim no namoro e estão separados desde então. Peazer recebeu ameaças de morte e outras formas de cyberbullying no Twitter, por causa de sua relação com Liam.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Harry Edward Styles


Harry Edward Styles, nascido em Cheshire, Inglaterra, a 1 de fevereiro de 1994,1é filho de Anne e Des, e tem uma irmã mais velha, Gemma.Harry tinha sete anos quando os seus pais se separaram. Ele estudou na Holmes Chapel Comprehensive School.

Antes de participar no The X Factor, ele foi o vocalista de uma banda chamada White Eskimo, que tinha Haydn Morris como guitarrista, Nick Clough como baixista e Will Sweeny como baterista. Harry citou Elvis Presley como sendo uma das suas influências. Ele fez a sua audição para o X Factor com "Isn't She Lovely?" de, Stevie Wonder, e recebeu comentários positivos de dois dos três jurados, com Louis Walsh tendo dúvidas se ele estaria preparado para avançar na competição. No campo de treino, ele cantou "Stop Crying Your Heart Out" da banda Oasis. Harry foi eliminado da categoria "boys" mas depois foi convidado para a banda por Simon Cowell, juntamente com os outros membros.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Louis William Tomlinson


Louis William Tomlinson, nascido em Doncaster, Inglaterra, a 24 de dezembro de 1991, é filho de Johannah e Mark, e tem cinco irmãs mais novas, Charlotte, Felicite, Georgia (filha de seu pai com outra mulher) e as gémeas Daisy e Phoebe. Os seus pais separaram-se em 2011. Ele estudou na Hall Cross School, onde atuou em diversas produções, e na Hayfield School.

As suas irmãs Daisy e Phoebe tinham papéis numa série infantil chamada Fat Friends e Louis  acompanhava -as para servir de extra. 

Mais tarde, frequentou uma escola de representação em Barnsley. Ele atuou num filme de drama do ITV, chamado "If I Had You" e teve um pequeno papel em Waterloo Road. Em 2010, fez uma audição a solo na sétima edição do programa The X Factor, cantando "Hey There Delilah" logo após Simon pedir para que ele mudasse a música enquanto cantava "Elvis Ain't Dead". Louis foi eliminado da categoria "boys" e foi convidado para a banda juntamente com os outros membros.

domingo, 5 de novembro de 2017

Niall James Horan


Niall James Horan, nascido em Mullingar, Irlanda, a 13 de setembro de 1993, é filho de Maura Gallagher e Bobby Horan e irmão de Greg Horan. Os seus pais divorciaram-se quando tinha cinco anos. Greg e ele viveram entre as casas dos pais por alguns anos e finalmente, quando jovens, decidiram morar com o pai em Mullingar. Niall foi um aluno do Coláiste Mhuire, Coláiste Mhuire e da Congregation de Christian Brothers. Durante algum tempo, pertenceu ao coro da sua escola, participando sazonalmente numa canção de natal.

Antes de sua participação no The X Factor, ele executou diversas performances na sua terra natal, inclusivé como um acto de apoio a Lloyd Daniels em Dublin. Horan toca guitarra desde sua infância.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Depeche Mode - "Heroes"

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