sábado, 23 de setembro de 2017

Janita Salomé



João Eduardo Salomé Vieira nasceu na vila do Redondo em 17 de Maio de 1947. O pai era ourives e um cantor excelente que sempre estimulou os filhos para a música. Janita , o mais novo de cinco irmãos, começou a cantar com 8 ou 9 anos e depois dos 16 anos integra alguns grupos de baile como o conjunto Planície e os Vagabundos do Ritmo.

Com 18 anos sai do Alentejo e vai para Lisboa trabalhar como funcionário judicial.

Com o Grupo de Cantadores do Redondo grava, em 1978, o disco "O Cante Da Terra".

Em 1980 torna-se músico profissional quando passa a acompanhar Zeca Afonso ao vivo. O seu primeiro álbum a solo, "Melro", com canções alentejanas e fados de Coimbra, foi editado em 1980.

Descobre a música da África árabe em 1981 durante uma estada em França.

Em 1983 foi editado o álbum "A Cantar Ao Sol" com produção de João Gil. Recebe o "Se7e de Ouro" e osPrémios de Revelação das revistas "Música & Som" e "Nova Gente".

O disco "Lavrar Em Teu Peito", produzido novamente por João Gil, foi editado em 1985. Participou também no álbum "Galinhas do Mato" de José Afonso.

"Olho de Fogo" foi editado em 1987 pela Transmédia. A produção deste disco foi de José Mário Branco.

Estreou-se como actor, desempenhando o papel de Conde de Óbidos, na peça "Margarida do Monte" do grupo A Barraca. Janita musicou "Cante Cigano" e "Margarida No Convento" para esta adaptação de Hélder da Costa de um texto de Marcelino Mesquita. 

Em 1990, formou o projecto Lua Extravagante com os seus irmãos Vitorino e Carlos Salomé e com a cantora Filipa Pais. O disco homónimo foi editado em 1991.

O álbum "A Cantar à Lua", que implicou uma recolha de fados de Coimbra dos anos 20 e 30, foi editado também em 1991.

Janita Salomé regressou aos discos em 1994 com o álbum "Raiano" produzido por Fernando Júdice. Em 1995 recebeu o Prémio Blitz para melhor voz masculina nacional. 

Participou no disco "Voz & Guitarra" de 1997 com os temas "Os Homens do Largo" (com Pedro Jóia) e "Não é Fácil o Amor". Participa também no disco "Três Estórias à Lareira".

Janita Salomé e o seu irmão Vitorino realizam, em Fevereiro de 1998,  no Centro Cultural de Belém, dois concertos em homenagem a Zeca Afonso.

Durante a Expo 98 participou na rubrica "As Vozes" e foi o convidado de Sofia de Portugal no seu espectáculo "Afinidades".

Participou no disco "Canções Proibidas: o Cancioneiro do Niassa", com as canções de campo da guerra colonial, que contou com a participação de outros interpretes como Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Carlos do Carmo, entre outros.

"Músicas de Sol e Lua", um projecto que inclui a participação de Sérgio Godinho, Vitorino, Filipa Pais, Janita Salomé e Rão Kyao que são acompanhados por vários instrumentistas, foi apresentado pela primeira vez a 11 de Julho de 1999, em Bona, no Festival da Lusofonia.

A NDrecords editou a banda sonora do espectáculo "Tempo", estreado no Casino Estoril em Julho 2000, com música de Pedro Osório e com a participação dos cantores Rita Guerra e Janita Salomé.

O disco do projecto Vozes do Sul, dirigido por Janita Salomé, com a intenção de celebrar o cante alentejano, foi editado em 2000. No disco participaram: Os Ceifeiros de Pias, As Camponesas de Castro Verde, Grupo da Casa do Povo de Serpa, Cantadores do Redondo, Filipa Pais, Bárbara Lagido e Catarina, Marta, Patrícia, Janita e Vitorino por parte da familia Salomé. O disco estava pronto desde 1998 mas só saiu em 2000 porque não foi fácil arranjar editora. A edição foi da Capella, uma etiqueta ligada aos estúdios Audiopro.

O disco "Vozes do Sul foi recompensado com a atribuição do Prémio José Afonso de 2000. Participa no disco "Canções de Embalar" organizado por Nuno Rodrigues (ex-Banda do Casaco).

O disco "Tão Pouco e Tanto", com cinco temas inéditos e seis regravações, foi editado em Maio de 2003. O disco contou com a participação de José Peixoto, Mário Delgado, Pedro Jóia e José Mário Branco. Dulce Pontes colabora no tema "Senhora do Almortão".

Em Março de 2004 apresenta o disco "Tão Pouco e Tanto" no Grande Auditório do CCB. Em Abril, trinta anos depois do 25 de Abril, é editado o álbum "Utopia", registo dos concertos de Vitorino e Janita Salomé, onde interpretaram canções de José Afonso.

Em 2007 é editado o disco "O Vinho dos Amantes".

DISCOGRAFIA
Melro (LP, Orfeu, 1980)
A Cantar Ao Sol (LP, EMI, 1983)
Lavrar Em Teu Peito (LP, EMI, 1985)
Olho de Fogo (LP, Transmédia, 1987)
A Cantar À Lua (CD, Edisom, 1991)
Raiano (CD, Farol, 1994)
Tão Pouco e Tanto (CD, Capella, 2003)
Utopia (CD, EMI, 2004) (com Vitorino)
O Vinho dos Amantes (CD, Som Livre, 2007)

Outros:
O Cante da Terra (LP, Orfeu, 1978) (Grupo de Cantadores do Redondo)
Lua Extravagante (CD, EMI, 1991) (Lua Extravagante)
Vozes do Sul (CD, Capella, 2000) (vOZES DO SUl)

Colectâneas
Voz & Guitarra (1997) - Os Homens do Largo (com Pedro Jóia)/ Não é Fácil o Amor
Três Estórias à Lareira (1997) - Tema do Marinheiro / Tema de Fernão de Magalhães
Canções proibidas: o Cancioneiro do Niassa (1999) - Erva Lá Na Picada /  Fado do Miliciano / Hino do Lunho
Canções de Embalar (2001) - Matita

COMENTÁRIOS
[o que que mais me atrai na cultura árabe é] a poesia. As nossas raízes passam muito pela presença dos povos na Península Ibérica. Eles deixaram muitas marcas da sua cultura e eu, neste percurso, deixei-me fascinar pela história e tenho continuado a procurar as nossas origens através da cultura árabe. JS/2003

Notícia retirada daqui

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Joaquim d'Azurém


Joaquim José Faria Ferreira nasceu em Azurém, Guimarães, no ano de 1959.

Com 5 anos vai viver para Paris com a família. É aí que inicia a aprendizagem de música e viola clássica. Em 1984 tem um contacto com a guitarra portuguesa que passa a ser  o seu instrumento de eleição.

Em meados de 1986 regressa a Portugal fixando-se em Óbidos.

O seu disco de estreia, "Transparências", esteve para ser editado pala Ama Romanta, é editado pela Edisom em Maio de 1989. Adopta o nome artístico de Joaquim D'Azurém.

O álbum, gravado em França e em Portugal, inclui os temas "Jardim de Recordações", "Ressurreição", "Dança", "Lágrimas", "Transparências", "Vidas Longínquas" e "Cristais d'Água".

Actua em Bruxelas por ocasião da edição portugália da Europália 91. Actuou também na inauguração do CCB e no Festival de la Guitairre de Thiais (França).

Colabora no disco "O Verbo" (1996) dos Diva e actua na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Durante a Expo-98 participa no Festival da Guitarra Portuguesa dirigido por Pedro Caldeira Cabral.

Manteve um site em http://joaquimdazurem.123som.com onde era apresentado outro dos seus trabalhos: "Jogos Matinais".

DISCOGRAFIA
Transparências (LP, Edisom, 1989)
Jogos Matinais ()

Notícia retirada daqui

terça-feira, 19 de setembro de 2017

João Moutinho

Os membros de um grupo de baile resolvem experimentar, motivados pelo programa "Rock em Stock" de Luís Filipe Barros, alguns temas originais com letras de João Moutinho. Um dos temas dessa maquete caseira chegou a passar no programa. O último concerto da banda foi na passagem de ano de 1980 para 1981.

A editora Gira estava a promover, no programa matinal da Comercial, um concurso de letras para escolher a melhor versão de um tema dos English Boys. O prémio seria a gravação de um single com a letra vencedora. João Moutinho gravou a sua letra ("Anda Daí") sobre o instrumental do grupo inglês. 

Apesar de não ser esse o mote do concurso, o tema foi logo divulgado no programa e agradou a Luis Vitta, o promotor da editora. O cantor tinha levado também uma cassete com as gravações caseiras da sua antiga banda, onde se encontravam os temas "Rockolagem" e "A Pastilha". A editora interessou-se pela gravação destes dois temas o que levou à reunião dos elementos da banda.

O técnico de som foi Moreno Pinto que deu o apoio necessário face à inexperiência dos músicos. "Pastilha" (escrito com Amilcar) e "Rockolagem" (com Carlos Barbosa) foram ediatdos num single com dois lados A.

João Moutinho passa para a Rádio Triunfo pela qual é editado um novo single com os temas "Ponta de Saída" e "Tony da Meia".

João Moutinho escreveu letras para o disco dos Seilasié. Com Armando Gama escreveu temas para outros artistas (Nicolau Breyner)

A letra de "Rockolagem" e a história da gravação do disco está incluída no livro "Memórias do Rock português" de Aristides Duarte.

DISCOGRAFIA
Rockolagem/A Pastilha (Single, Gira, 1981)
Ponta de Saída/Tony da Meia (Single, RT, 1981)


NO RASTO DE...
Cedeu letras para serem musicadas por Rui Veloso, entre as quais "Homenagem" de Adelaide Ferreira.

domingo, 17 de setembro de 2017

Lara Li


Ilidia Maria Pires de Amendoeira (Lara Li), nasceu a 28 de Dezembro de 1958, em Lisboa. Com 4 anos partiu com os pais para Moçambique. 

Aos 7 anos começou a aprender solfejo e piano, no colégio Nª Sª dos Anjos, na cidade da Beira. A sua educação musical assentou também na música de raiz Africana (marimbeiros de Zavala) o que lhe trouxe desde cedo tendências para gostar da fusão entre vários estilos e novas formas de arte, não apenas de música.

Durante a adolescência participou em vários espectáculos de variedades em Lourenço Marques. Em 1975 editou o seu single de estreia, três dias antes de embarcar para Lisboa.

Em 1979 é editado o single "Teu Ponto Final", tema escrito e produzido pela dupla António Pinho/Nuno Rodrigues. Ainda nesse ano é editado o single "Fandango da Moda" que seria um dos grandes sucessos desse Verão.

Participa no Festival RTP da Canção, em 1980, com "E Pouco Mais". Nesse Verão lança o single "Hoje Há Festa" que obteve um grande sucesso.

No ano seguinte surge o álbum "Água na Boca" que incluía sucessos como "Telepatia", "E Namorar" e "O Rapaz Do Cubo Mágico", entre outros.

O segundo álbum, "Vem", editado no ano de 1984, é muito mal aceite pela crítica. O disco contou com a produção de Moço Severino e César Rufino.

Em 1986, Lara Li volta a participar no Festival RTP da Canção, desta vez com "Rapidamente" um original de João Gil e Luís Represas. Ganha o prémio de interpretação.

O álbum "Quimera" é editado em Fevereiro de 1987. Dá-se uma grande viragem na sua carreira com a inclusão de versões de  temas clássicos da música portuguesa como "Nem às Paredes Confesso", "Quimera de Ouro", "Barco Negro" ou "Sol de Inverno". O disco incluía os inéditos "Quarto Crescente" (de Ana Zanatti e Cris Kopke) e "Jura" da dupla Carlos Tê/Rui Veloso (apresentado por Né Ladeiras no Festival do ano anterior).

Em 1988 participa no espectáculo "Yellow Showmarine" que esteve em cena, durante um ano, no Casino do Estoril. Nos anos que se seguem participa em vários programas de televisão.

Recomeça a gravar em 1994. No ano seguinte é editado o álbum "Consequências". É convidada para sócia-gerente do estúdio de gravações "Noites Longas".

Em 1996 é editada a compilação "Telepatia" na série Caravela. 

Em 2000 participa em dois temas do CD da Campanha Pirilampo Mágico, no geral e no dueto com Paulo de Carvalho ("Talvez em Algum Lugar"). É convidada de Paulo de Carvalho para um espectáculo em Abidjan (Costa do Marfim).

Em 2001 actua no espectáculo de encerramento do Ano Internacional do Voluntariado, na Aula Magna.

No ano seguinte colabora numa nova versão de "Telepatia" incluída no disco de Mico da Câmara Pereira e Rui Melo.

Em Fevereiro de 2003 foi um dos nomes convidados do espectáculo comemorativo dos 45 anos de carreira de Simone Oliveira.

É convidada a interpretar temas para várias telenovelas, temas como "Ser Só Tua" ou o genérico da novela "O Último Beijo".

Participou no disco de Miguel Braga, editado em 2005, onde interpretou uma nova versão de "Secreta Passagem". Em 2008 participa em discos de Pedro Barroso e Vera e os Amigos.

Grava com Miguel Braga o disco "Levemente" editado em 2010.

DISCOGRAFIA
Água Na Boca (LP, EMI, 1981)
Vem (LP, EMI, 1984)
Quimera (LP, EMI, 1987)
Consequências (CD, 1995)
Levemente (CD, 2010) - Com Miguel Braga

SINGLES
Teu Ponto Final/Teu Ponto Final (Disco Version) (Single, EMI, 1979).640481
Fandango da Moda/Uma Letra Para Ti (Single, EMI, 1979).640496
Hoje Há Festa/Quando a Luz Se Apagar (Single, EMI, 1980).604527
Telepatia/Cordão Umbilical (Single, EMI, 1981)*
O Rapaz do Cubo Mágico/De Água Na Boca (Single, EMI, 1981)
Ai Nana Coco (Palmeira Tropical)/E Namorar (Single, EMI, 1983).
Vem/Nada Mais (Máxi, EMI, 1984)
Jura/Quarto Crescente (Single, EMI, 1987) (Single, EMI, 1987)
A Pedra Que Caiu/Quimera do Ouro (Single, EMI, 1987)

COMPILAÇÕES SE
Telepatia - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1996)
Telepatia - Colecção Caravelas (Compilação, EMI, 2004)

Colectâneas
Pirilampo Mágico (2000)
O Último Beijo (2003) - O Último Beijo
Ana e Os 7 (2003) - Onde Param Os Meus Santos
Miguel Braga/Secreta Passagem (2005) - Secreta Passagem

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Lena d'Água


Helena Maria de Jesus Águas, filha do conhecido jogador de futebol José Águas, nasceu a 16 de Junho de 1956, em Lisboa. Começou a cantar apenas para amigos em festas particulares. Com 18 anos participa na peça de teatro "Viagem à Iris" em que entravam também os músicos Armando Gama e Ramiro Martins (seu futuro marido). 

Em 1976, poucos meses depois do nascimento da sua filha Sara, entra para os Beatnicks. O grupo grava  um single com os temas "Somos o Mar" e "Jardim Terra". Saí do grupo em 1978. Ainda nesse ano participa na gravação do disco "Ascenção e Queda" dos Petrus Castrus.

Em finais de 1978 participa na peça infantil "Ou Isto Ou Aquilo".

Zé da Ponte e Luís Pedro Fonseca fundam uma empresa especializada em trabalhos de publicidade e produção de discos. Os dois primeiros produtos da empresa foram o álbum "Qual É a Coisa Qual é Ela" (com 12 adivinhas de Maria João Duarte) e um single com "Poemas de Duas Mulheres" ("O Novo Livro", soneto de Florbela Espanca e "A Cantiga de Bábá" com um poema de Cecília Meireles). Lena d´Água também grava  para a Discoteca Dois Mil.

Em 1980 participa no Festival da Canção com um "Olá, Cega Rega" da autoria de Paulo de Carvalho. Entra para os Salada de Frutas com quem grava o álbum "Sem Açúcar" (1980) e o single "Robot" (1981) que foi um enorme êxito. Em Setembro de 1981, Lena d'Água é despedida do grupo e Luís Pedro Fonseca, que não tinha sido consultado dessa decisão, também sai do grupo.

Uma semana depois assinaram contrato com a Valentim de Carvalho e formam uma nova banda, a "Atlântida". O single "Vígaro Cá, Vígaro Lá" é lançado em Novembro de 1981.

No ano seguinte é editado o álbum "Perto de Ti", com produção do inglês Robin Geoffrey Cable, que incluía temas como "Perto de Ti", "Nuclear Não Obrigado", "Demagogia" e "No Fundo dos Teus Olhos de Água". Apesar do sucesso dos singles o álbum não vende muito.

Em 1983 foi lançado um single, produzido por Cable, com os temas "Jardim Zoológico" e "Papalagui". Os dois temas obtém algum "airplay" radiofónico. Nesse ano participa no filme "Sem Sombra de Pecado".

O projecto em que a cantora iria interpretar temas de António Manuel Ribeiro (UHF) envolveu um produtor inglês, reuniões e ensaios em Almada mas nunca veria a luz do dia.

Em Outubro de 1984 é editado o álbum "Lusitânia" com letras de José Fanha, Jorge Palma, Eugénia Melo e Castro e Ronaldo Bastos para músicas de Luís Pedro Fonseca. Pela primeira vez é feita uma versão inglesa com o propósito, não concretizado, de lançar o disco no estrangeiro. O tema mais conhecido deste disco, que valeu o Se7e de Ouro a Lena d'Água,  foi o slow "Sempre Que o Amor Me Quiser".

Ainda em 1984, em Dezembro, é lançado o seu livro de poesias "A Mar Te" numa edição da Ulmeiro.

Para trás foi sendo deixada uma atitude e música de ligações ao rock a favor de uma síntese de vários géneros. A Banda Atlântida é dissolvida em 1985 e Luís Pedro Fonseca decide passar da ribalta para os bastidores.

Lena participa no disco "Abraço a Moçambique" e na banda sonora da novela "Chuva Na Areia". Em Setembro de 1985 assina com a editora CBS.

Em Fevereiro de 1986, a EMI-Valentim de Carvalho lança a compilação "80/84". O álbum "Terra Prometida", produzido por Robin Geoffrey Cable e Luís Pedro Fonseca, é editado em Maio de 1986. O tema de maior sucesso é "Dou-te Um Doce" da autoria de Luís Pedro Fonseca. Outro dos temas em destaque é "O Beco".

Em 1987 é editado o álbum "Aguaceiro", produzido por António Emiliano, cujo tema-título é da autoria da dupla Carlos Tê/Rui Veloso. O disco inclui também temas como "Voar" (de José Fanha e J. Raharitahiana), "Fim do Verão" (de Pedro Ayres Magalhães) e  versões de "Era Um Redondo Vocábulo", "A Barca dos Amantes" e "Estou Além" (de António Variações).

Recebe o Sete de Ouro de 1987 na categoria Pop/Rock.

Em Novembro de 1989 é editado o álbum "Tu Aqui" que marcou o reencontro de Lena d'Água com Guilherme Inês e Zé da Ponte. Um dos destaques deste disco foi a inclusão de cinco temas inéditos de António Variações. A versão em CD inclui também a versão de "Estou Além".

Lançou "Ou Isto Ou Aquilo" em 1992. O disco destinado a crianças e ao público infantil, que incluía canções da peça com o mesmo nome representada pela cantora, que também assina a direcção musical, em finais de 1978. Doze canções com versos de Cecília Meireles e música, arranjos e produção de Luís Pedro Fonseca.

Em 1993, conjuntamente com Helena Vieira, Rita Guerra e Pedro Osório, forma o projecto "As Canções do Século" que gravaria um disco e que seria apresentado ao vivo durante os seis anos seguintes.

A compilação "O Melhor de Lena D'Água - Sempre Que O Amor Me Quiser" foi editada em 1996.

Resolve afastar-se dos palcos e fazer uma vida normal. Deixou de ser artista mas nunca deixou o mundo da música.

Colaborou com a Brigada Victor Jara num dos temas do disco "Novas Vos Trago", editado em 1999.

Em 2000, Lena d'Água colabora com os angolanos SSP numa nova versão de "Sempre Que O Amor Me Quiser". O disco é dedicado ao falecido Ramiro Martins que foi produtor do grupo.

No dia 27 de Junho de 2000, a Sic transmitiu o telefilme "A Noiva" de Luis Galvão Teles. O tema principal é "Laura", um original de Catarina Furtado e João Gil, interpretado por Jorge Palma, Lena d'Água e Diogo Infante.

Participa na edição de 2000 do Festival da OTI com o tema "Mar Portugal" da autoria do maestro José Marinho. O tema é incluído no disco da Orquestra Nova Harmonia.

O tema "A Luz Que Eu Vi", da autoria de Dina, é incluído na banda sonora da novela "Sonhos Traídos" (2002).

Colabora novamente com a Brigada Victor Jara no álbum "Ceia Louca" de 2006. No final do ano grava um DVD com lançamento previsto para 2007.

Em 2007 é editado em disco o concerto gravado no Hot Clube.

(1) O disco "Qual é Coisa Qual é Ela", uma produção Edisom com edição da Rossil, aparece creditado a Maria Helena Águas nos rótulos.

(2) O disco "Lusitânia" contou com a participação de todos os elementos da banda Atlântida e com a colaboração especial da guitarra acústica de João Maló, que a partir daí passou a fazer parte do grupo.

(3) A cantora pretendia gravar uma versão de "Anjinho da Guarda" só depois foi escolhido fazer-se uma versão de "Estou Além".

(4) Jaime Ribeiro, irmão de António Variações, entregou à cantora seis cassetes para que ouvisse. "Levo às pessoas aquilo que ele não teve tempo de lhes entregar: as coisas que escreve e que canta, que são do mais humano e sincero, e que tem a ver com todos os verdadeiros seres humanos.", disse a cantora.

DISCOGRAFIA
Perto de Ti (LP, EMI, 1982)
Lusitânia (LP, EMI, 1984)
80/84 (Compilação, EMI, 1986)
Terra Prometida (LP, CBS, 1986)
Aguaceiro (LP, CBS, 1987)
Tu Aqui (CD, CBS, 1989)
Ou Isto Ou Aquilo (CD, Lua Azul/Edisom, 1992)
As Canções do Século [Com Rita Guerra e Helena Vieira] (CD, Polygram, 1994)
O Melhor de Lena D'Água - Sempre Que O Amor Me Quiser (Compilação, Megadiscos, 1996)
Sempre (2CD, EMI, 2007)

SINGLES
O Nosso Livro/A Cantiga da Bábá (Single, Edisom/Movieplay, 1979)
Vígaro Cá, Vígaro Lá/Labirinto (Single, EMI, 1981)
Perto de Ti/Da Noite (Single, EMI, 1982)
Demagogia/No Fundo dos Teus Olhos de Água (Single, EMI, 1982)
Jardim Zoológico/Papalagui (Single, EMI, 1983)
Sempre Que o Amor Me Quiser/Lusitânia (Single, EMI, 1984)
Dou-te Um Doce/Terra Prometida (Single, CBS, 1986)
Tudo Bem (remix) (Máxi, CBS, 1986)
Estou Contigo/Valsa Nova (Single, CBS, 1986)
Estou Além/Bela Adormecida (Single, CBS, 1987)
Tu Aqui/Tu Aqui (Instrumental) (Single, CBS, 1989)
Para Ti/Já Não Sou Quem Era (Single, CBS, 1989)
Mar Portugal/Mar Portugal (Instrumental) (Promo, RTP, 2000)

COMPILAÇÕES SE

Demagogia - Colecção Caravela (Compilação, EMI, 1996)
(Compilação, Disky, 200*)

Colectâneas
Top Jackpot - Secret Love (1984)
Chuva Na Areia (1985) - Mar Em Que Te Despes
Perdidamente - As Melhores de João Gil (2001) - Laura (com Jorge Palma e Diogo Infante)
Sonhos Traídos (2002) - A Luz Que Eu Vi

NO RASTO DE...
Lena d´Água fez um disco para crianças ("Ou Isto Ou Aquilo"), encontrou-se com o Jazz, dedicou-se à escrita e gravou as canções do século. Começou a preparar um novo disco que ainda não conseguiu editar. Chegou a tocar com o grupo de música popular Gallandum e também colaborou com a Brigada Victor Jara. Foi a intérprete do tema dedicado ao fim do Estádio da Luz. Tem alguns projectos ao vivo, um dedicado a Billie Holliday, outro a Ellis Regina e um terceiro apenas com autores portugueses (José Mário Branco, Zeca Afonso, Sérgio Godinho,  Xutos e Pontapés e Camané, entre outros).

Luís Pedro Fonseca produziu seis discos de Rão Kyao. Continuou a trabalhar na retaguarda de muitos projectos de estúdio, e assinou música de anúncios ou genéricos televisivos. Em 1987 lançou o disco "Here Below/Cosmic Stage" (como Da Fonseca). Assinou temas para Paulo Gonzo e Theresa Mayuko, entre outros. Produziu o disco "Trás-os Montes" de Né Ladeiras. Fez música para teatro tendo trabalhado com Carlos Avilez no Teatro Experimental de Cascais, e no Teatro Nacional D. Maria II, em peças como "Rei Lear", "A Dama das Camélias"  ou "A Maçon". Mais recentemente lançou os discos "Concerto para o Sol" e "Shamballah". Em 1976 musicou o filme "O Diabo desceu à Vila", realizado pelo seu pai, Teixeira da Fonseca. Um dos seus objectivos é compor música para cinema.

Atlântida: Luís Pedro Fonseca (teclas e percussões), Necas (bateria), António Cordeiro (Saxes e flauta), Carlos Fortuna (Guitarra Solo), Zeca Neves (baixo) e Nanã Sousa Dias (Saxes e flauta). Ainda chegou a contar com Luis Moreira (trompete). .

O saxofonista Nanã Sousa Dias saiu da banda Atlântida em 1983, aceitando o convite de Rui Veloso para integrar a sua banda. Actuou em vários festivais de Jazz, tocou com músico de estúdio e produziu discos de jazz. Lançou um disco com os "Bit" (VC, 1984) e gravou vários discos a solo: "Ousadias" (Polygram, 1986);  "Aqui Tudo Bem" (Polygram, 1988); "Temas de Natal" (Movieplay, 1994) e "Tom Maior" (Groove, 1995). Também se tem dedicado á fotografia.

Zeca Neves (baixo) também fez  parte dos Bit. Mais recentemente tocou com os Fúria do Açucar e actualmente tem um projecto com Nicole Eitner (ex-Delfins) e o Sexteto de Zeca Neves.

António Cordeiro tinha tocado com Necas nos Ananga Ranga. Além de tocar sopros era também o manager da banda.

"Canções Para Os Nossos Filhos" - Canções com adivinhas. Arranjos e direcção musical de Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte. (reedição Videofono): A Escola, A Aldeia, O Fotógrafo, A Fábrica, O mar, O Comboio, A Caixeira, O Pastor, O Circo, O Pescador, O Sol, O Pedreiro.

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Luís Bettencourt,


"Empty Space" é o título do primeiro álbum a solo deste músico e intérprete que, após vários anos de imigração nos Estados Unidos, resolveu 'regressar' à terra de origem em meados dos anos oitenta. A vinda deste Luís Bettencourt, (não confundir com o músico com o mesmo nome que já por cá andava e que tem o nome ligado aos Rimanço, Construção e outras aventuras), veio agitar positivamente a cena musical dos Açores.

Músico de grandes recursos, com um ouvido invulgar, muito dotado quer a nível de execução quer a nível de concepção de arranjos e composição, e de uma intuição prodigiosa, Luís Gil Bettencourt redescobre nos Açores as raízes do som de uma terra que havia deixado mas que ele teimava em redescobrir. Se na América, sempre bem acompanhado por bons músicos norte-americanos e pelos irmãos Roberto e depois Nuno (Extreme), foi a opção pelo "progressive rock", o regresso a Portugal é primeiro um tempo de transição e depois de uma enorme abertura para novos trilhos sonoros.

Para o 'Luisinho da Praia da Vitória', "o puto dos Mini-Sombras que esgalhava na guitarra em cima de mesas de salas de bailes e assaltos de outros tempos", começava então um tempo bastante produtivo e inspirado que viria a enriquecer, de forma muito particular, o que de bom se fazia e faz nos Açores em termos de música.

Salientamos ainda aqui a escolha de Luís Gil Bettencourt para produzir os álbuns "A Vez Primeira" (GVIT/1992) do Grupo de Violas da Ilha Terceira e de "Monte Formoso" (1989) da Brigada Victor Jara. Digna de nota também é a participação dele no álbum "Traz-os-montes" (EMI-VC/1994) de Né Ladeiras e a participação com o tema "Nado Morto", um poema de Vitorino Nemésio, no álbum "Manifestasons" (ACERT/1996). Na interpretação deste tema Luís Gil Bettencourt é particularmente bem acompanhado ao piano pelo jorgense Paulo Borges - uma das grandes confirmações da mais jovem geração de músicos açorianos.

A comprovar a versatilidade que, ao longo dos anos, lhe tem permitido trabalhar em várias frentes, faz sentido mencionar aqui o belíssimo trabalho de composição no tema "Lavadeira", com letra do poeta popular emigrado João Teixeira de Medeiros. "Lavadeira" faz parte do álbum "Açores, Um Convite" (Henda/1985) de Victor Cruz. Este álbum de música ligeira foi produzido por Luís Gil Bettencourt e inclui várias canções do 'histórico' músico, homem de piano bar e 'chefe de orquestra' micaelense Teófilo Frazão.

Quanto a discografia própria, para além do celebrado "Empty Space", Luís Gil Bettencourt conta com os singles "If There´s a Reason/In-Out" e "Tema d' Amor", o LP "Bilingual" e o CD "Antero.

Quanto ao álbum "Bilingual", para além de ser de um ecletismo e 'naiveté' perfeitamente assumidos, não gozou das possibilidades financeiras que merecia para permitir melhores condições de produção.

No que diz respeito ao CD "Antero", é um trabalho difícil de classificar. É complexo escrever música para sonetos de Antero. O Luís assumiu o risco. Em termos de voz, o álbum tem momentos muito sentidos, em que esta parece sair do mais fundo das entranhas e projectar-se até pairar no espaço. Por outro lado, alguns dos registos de voz terão ido além do que seria preciso e nem sempre se entendem muito claramente as palavras de Antero. Achamos também que é um disco para se ir aprendendo a ouvir. 

Falar de Luís Gil Bettencourt também é lembrar o papel que ele teve no nascimento do Festival Maré de Agosto e num sem número de outras iniciativas das quais teremos de destacar o Festival "Jazz - Sons de Uma Longa História" e o Festival Internacional do Ramo Grande/Praia da Vitória. 

ANTÓNIO MELO SOUSA / ILHAS DO SOM
Luís Bettencourt participou no Festival da Canção de 1986 com "Cais de Encontro".

DISCOGRAFIA
Empty Space (LP, MVM, 1985)
If There´s a Reason/In-Out (Single)
Tema d' Amor (Single)
Bilingual (LP)
Antero (CD)

Colectâneas
Manifestasons (1996) - Nado Morto

NO RASTO DE ...
A par de vários contributos nas bandas sonoras das realizações televisivas de José Medeiros e nos arranjos e produção de uma parte significativa dos temas incluídos no CD "7 Anos de Música" (Disrego/1992), Luís Gil Bettencourt tem também o nome associado a uma nova forma de "sentir" o mais açoriano de todos os instrumentos. Com virtuosismo, muita técnica e sensibilidade, ora respeitando a tradição ora reinventado sem barreiras, Luís Gil Bettencourt tem provado repetidas vezes que um instrumento, tao aparentemente 'rudimentar' como a viola da terra, pode ser portador de sonoridades "nunca dantes dedilhadas". Aliás, é esta vocação pelos mistérios e segredos da música popular portuguesa que estão na base da persistente caminhada de Luís Gil Bettencourt à frente do grupo Cantinho da Terceira e, posteriormente, da "Balada do Atlântico". (AMS/IDS)

Notícia retirada daqui


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Maria Bárbara Júdice da Costa

Cantora lírica portuguesa, nascida em Lisboa, uma das mais famosas do séc. XIX, com uma fabulosa carreira no estrangeiro. Estudou dez anos no Conservatório Nacional e estreou-se no Teatro Nacional de S. Carlos, em Abril de 1888, numa récita de caridade e depois em 1890 em "La Gioconda", ao lado de Eva Tetrazzini. Fez uma carreira brilhante actuando em Roma, Nápoles seguiram-se as cidades de Moscovo, México, Madrid, Buenos Aires, Amesterdão, Málaga, Trieste, numa carreira apenas interrompida para ter os três filhos. Foi mãe da actriz de cinema Brunilde Júdice (1898-1979), nascida em Milão. A sua carreira levou-a várias vezes a Madrid, Barcelona, Palma de Maiorca e esteve em Portugal no Coliseu dos Recreios, em 1906, durante dois meses, novamente em 1910 e 1913. Em 1933 esteve com Amélia Rey Colaço no São Carlos, fazendo teatro declamado. Fixou residência em Milão, tendo regressado a Portugal em 1943 e aqui faleceu. Entre os papéis que a celebrizaram contam-se o de "Fedora", Amnerisna "Aida".

sábado, 9 de setembro de 2017

Luis Firmino

BIOGRAFIA
Luis Firmino começou a tocar aos 17 anos em vários grupos. Formou os conjuntos Aranha e Ananga-Ranga. Chegou também a tocar com Rão Kyao. Em 1980, com 28 anos, lançou-se a solo com o single "Guitarra do Rock". O disco foi editado pela Metro-Som, a mesma editora dos Ananga-Ranga, e Branco de Oliveira, o dono da editora, é o responsável pelas letras sendo Firmino o compositor.

No disco participam os músicos Vasco Alves (viola baixo), o conhecido Emanuel Ramalho (bateria), Quintella de Mendonça (teclas) e Joaquim Barros (percurssão).

Depois ainda foi lançado um novo single com os temas "Presidente dos Pastéis de Nata" e "Rockenstein".

DISCOGRAFIA
Guitarra do Rock/Malta do Rock (single, Metro-Som, 1980)
Presidente dos Pastéis de Nata/Rockenstein (single, Metro-Som, 1983)

NO RASTO DE ...
Luis Firmino foi viver para os Estados Unidos.
Eddy Quintela participou, como músico e compositor, em vários discos dos Fleetwood Mac.

Informação retirada daqui

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Madredeus


BIOGRAFIA
Em 1986 começam os primeiros ensaios com Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão (1) que queriam tocar música de raiz popular inspirada na poesia portuguesa. Pedro dedica-se à guitarra clássica e Rodrigo pega nas teclas. Pouco tempo depois entra o acordeonista Gabriel Gomes, colega de Rodrigo nos Sétima Legião. Em Outubro desse ano é convidado para o grupo o violoncelista Francisco Ribeiro. 

Fazem audição a várias cantoras e quem conseguisse cantar "A Sombra" (tema que fazia parte do filme "De Uma Vez Por Todas" de Joaquim Leitão) era aceite. É escolhida Maria Teresa Salgueiro que fazia parte dos Amenti e que também cantava fado.

A partir de Março de 1987 passam a ensaiar no Teatro Ibérico que ocupava parte do antigo convento da Madre de Deus. O primeiro disco seria gravado aí, na antiga igreja de Xabregas,  durante a noite, em Julho de 1987. As primeiras apresentações ao vivo aconteceram, em Novembro, nos concertos de apresentação do álbum "Mar de Outubro" dos Sétima Legião.

 O duplo álbum "Os Dias da Madredeus" seria  editado em Dezembro de 1987. O disco incluía temas como "As Montanhas", "A Sombra", "A Vaca de Fogo", "A Estrada do Monte",  entre outros.

O grupo começa a dar os seus primeiros espectáculos. A 21 de Agosto actuam pela primeira vez nos Açores, durante  o festival Maré de Agosto.

Em Dezembro de 1988, os Madredeus e os Mler Ife Dada deslocam-se a Bolonha (Itália) a convite da delegação portuguesa à Bienal dos Jovens Artistas do Mediterrâneo.

A internacionalização da banda continua, em Junho de 1989, com a participação do grupo no Festival da Juventude em Pyongyang, na Coreia do Norte.

Em 1990 é editado o álbum "Existir" que contou com a participação do Tó Pinheiro da Silva. O disco obtém grande sucesso chegando a disco de platina e arrastando as vendas do primeiro disco. 

Nesse ano deslocam-se a Viena de Áustria e fazem a primeira viagem a Macau. Também é editado em CD o primeiro álbum, embora amputado do tema "A Estrada do Monte".

A convite da Câmara Municipal de Lisboa, viajam até Florença para actuarem durante uma Semana da Cultura Portuguesa. Dão o seu primeiro concerto em Espanha, em Barcelona. A 30 de Abril de 1991 actuam no Coliseu dos Recreios onde gravam o duplo álbum ao vivo "Lisboa" que contou com a participação especial de Carlos Paredes.

Em 1991 fazem a primeira digressão em Portugal que foi um grande êxito. Em Setembro desse ano deslocam-se à Bélgica, com os Sétima Legião e Trovante,  para actuarem durante a Europália/91. Actuam com bastante êxito  nesse evento. A seguir pedem apoio à Secretaria de Estado da Cultura para fazer um press-kit com um video, fotografias, posters e um texto de apresentação em várias línguas. O press-kit seria enviado para os contactos que tinham estabelecido na Europália. Ao mesmo tempo procuraram agentes que os representassem em países como a Bélgica, França e Alemanhã.

Actuam em Sevilha, durante a Expo-92, vão a  França, Suiça, e novamente à Bélgica onde é editado o álbum "Existir". Seguir-se-ia a  Holanda e o Japão . O grupo estava lançado na rota internacional.

O álbum ao vivo "Lisboa" é editado na primeira semana de Dezembro de 1992, nos formatos de duplo CD, dupla cassete e triplo álbum.

Pedro Ayres Magalhães, envolvido no projecto Resistência, convida o guitarrista José Peixoto a tomar o seu lugar nas actuações ao vivo. O grupo  torna-se um sexteto com dois guitarristas. 

Teresa Sagueiro, Francisco Ribeiro e Gabriel Gomes participam no álbum a solo de Rodrigo Leão, "Ave Mundi Luminar" de 1993.

Em 1994 entram em estúdio para gravar a versão de "Maio, Maduro Maio" para o álbum "Filhos da Madrugada".

São convidados pelo realizador Wim Wenders a fazer a banda sonora do filme realizado por encomenda da Lisboa 94-Capital Europeia da Cultura.

É editado o disco "O Espírito da Paz" e Rodrigo Leão anuncia a saída do grupo para se dedicar à sua carreira a solo. É substituído no grupo por Carlos Maria Trindade.

Em Janeiro de 1995, Wim Wenders desloca-se a Portugal para gravar os clips de "O Sol da Mouraria" e de "Alfama". Em Março é editado "Ainda" (a banda sonora do filme "Lisbon Story")  por ocasião da estreia do filme de Wenders. No final de Junho viajariam para os Açores, para participar nas filmagens do documentário do holandês Rob Rombout sobre o grupo. 

Durante o mês de Agosto realizam uma série de concertos ao ar livre em locais históricos do país.  Actuam depois no Parque Ibirapuera, em São Paulo, acompanhados por uma orquestra dirigida por Jacques Morelenbaum. Fazem também os primeiros espectáculos nos Estados Unidos . 

Em Novembro de 1996 é lançado o livro "Um Futuro Maior" de Jorge P. Pires com a biografia do grupo. 

Em 1997 é editado o  CD single "Ambiente Pacífico" com os temas "Pregão" ("Pregão Moçárabe Remix") e "Alfama" ("Alfama Mix" e "Alfama Dub"), remisturados por Jah Wobble.

Em Junho de 1997 é anunciada a saida de Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro. Para o grupo entra o baixista Fernando Júdice.

Em Agosto de 1997, os Madredeus gravam, em Itália, o álbum "O Paraíso", o primeiro disco do grupo com distribuição mundial, que seria editado em Outubro desse ano. 

Em 6 de Julho de 1998 é editado o álbum ao vivo "O Porto", gravado nos dias 3 e 4 de Abril, no Coliseu do Porto.

Em 2000 seria editada a colectânea "Antologia" que inclui dois temas inéditos: "Brumas do Futuro", escrito para a banda sonora do filme "Capitães de Abril" e "Oxála".

O álbum "Movimento" é editado no dia 9 de Abril de  2001. 

No início de 2002 é lançado o disco "Madredeus Electrónico" que inclui treze remisturas de músicas dos Madredeus realizadas por produtores, músicos e DJs provenientes dos quatro cantos do mundo.

Ainda nesse ano foi lançado o duplo-CD e DVD com o espectáculo "Euforia" gravado com a Orquestra da Rádio Flamenga dirigida pelo norueguês Bjarte Engeset.

Em Maio de 2004 foi editado o álbum "Um Amor Infinito".

Em 2005 lançaram o disco "Faluas do Tejo". É editada também uma compilação de Teresa Salgueiro com os temas gravados a solo. Depois ainda é editado o DVD "Mar".
Com Pedro Ayres Magalhães ficou apenas Carlos Maria Trindade. Mas foi a saída de Teresa Salgueiro que concretizou como nunca até aqui uma das máximas do músico : "Quem sai leva consigo o seu lugar, não é substituível". Entraram duas novas vozes, Mariana Abrunheiro e Rita Damásio, e os músicos da Banda Cósmica. Em Outubro de 2008 foi lançado o álbum "Metatonia" a que se seguiu. em Agosto de 2009, o álbum "A Nova Aurora".

(1) «Eu e o Pedro já nos conhecíamos através da Fundação Atlântica (...) ao fim de alguns encontros, pensámos que seria interessante primeiro tocarmos juntos e depois fazer um projecto que fosse muito mais acústico [sem bateria, sem baixo, sem instrumentos eléctricos] que a Sétima Legião e os Heróis do Mar, na altura. E estivemos cerca de quinze dias a tocar juntos, em que nasceram logo muitos temas e que percebemos que se calhar ia resultar qualquer coisa dali e que gostávamos de tocar um com o outro. E foi a partir daí. Depois, demorou um ano porque o Pedro tinha muitos concertos com os Heróis do Mar e eu com a Sétima Legião. Mas sempre que tínhamos algum tempo retomávamos as músicas, fazíamos mais músicas, andávamos a pensar numa voz feminina e em mais instrumentos. E isso, foi durante um ano, quase" RL/Vida

DISCOGRAFIA
Os Dias da Madredeus (2LP, EMI, 1987)
Existir (CD, EMI, 1990)
Lisboa (CD, EMI, 1992)
O Espírito da Paz (CD, EMI, 1994)
Ainda (CD, EMI, 1995)
Ambiente Pacífico, Madredeus depois de Jah Wobble (Single, EMI, 1997)
O Paraíso (CD, EMI, 1997)
O Porto (CD, EMI, 1998)
Antologia (Compilação, EMI, 2000)
Movimento (CD, EMI, 2001)
Electrónico (CD, EMI, 2002)
Euforia (2CD, EMI, 2003)
Um Amor Infinito (CD, EMI, 2004)
Faluas do Tejo (CD, EMI, 2005)
Metafonia (CD, Farol, 2008)
A Nova Aurora (CD, Farol, 2009)

Colectâneas
Variações - As Canções de António (1994) - Canção
Filhos de Madrugada (1994) - Maio Maduro Maio
Onda Sonora (1998) - Os Dias São à Noite (Suso Saiz Remix)

NO RASTO DE...
Francisco Ribeiro participou no disco d' os Poetas. Colaborou também com os No Data de Carlos Maria Trindade.

Rodrigo Leão e Gabriel Gomes (ver página Sétima Legião)

Informação retirada daqui

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Mafalda Veiga


BIOGRAFIA
Ana Mafalda da Veiga Marques dos Santos nasceu, em Lisboa, no dia 24 de Dezembro de 1965. Passou a infância em Montemor-o-Novo. De 1974 a 1984 viveu em Badajoz. É aí que, com onze anos, começa a  tocar viola. O mestre da altura foi Pedro da Veiga, guitarrista de Nuno da Câmara Pereira.

Começou por fazer as suas primeiras composições em espanhol e inglês. Em 1983 fez a primeira canção em português: "Velho". Foi com essa canção que venceu o Festival da Canção de Silves. Apresentava-se ainda como Mafalda Santos.

O seu álbum de estreia, "Pássaros do Sul", foi editado em 1987. O disco, com produção de Manuel Faria, inclui temas como "Menino de Sua Mãe", "Restolho", "Balada de Un Soldado" e "Planície" (o primeiro single, com "Me Escape Com Mi Guitarra" no lado B). O álbum chega rapidamente a disco de prata e torna-se um grande sucesso.Mafalda Veiga

Em 1988 ganha o prémio "Revelação" do jornal Se7e e o troféu "Nova Gente" para melhor cantora. É nomeada também para os prémios "Zeca Afonso".

Em Novembro de 1988 é editado o álbum "Cantar". Os temas mais divulgados deste trabalho foram "Nazaré" e "Cidade". O acordeonista Gabriel Gomes (Sétima Legião, Madredeus) participa em "Llovizna", o único tema deste disco que é cantado em espanhol.

Em 1991 é a convidada especial dos últimos espectáculos dos Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e Porto.

O álbum "Nada Se Repete" é editado em 1992. O disco conta com a participação de Luís Represas no tema "Fragilidade" e na autoria da letra de "Prisão". Com este álbum, Mafalda Veiga ganha o Se7e de ouro para melhor disco.

Em 1993 e 1994, actua pela primeira vez em Cabo Verde (duas vezes) e em Macau.

Muda de editora, passando da EMI para a Strauss. Em 1996 é editado o disco "A Cor da Fogueira" com produção de José Sarmento. O Concerto de apresentação deste disco foi no dia 9 de Outubro no Centro Cultural de Belém.

Durante a Expo-98 é uma das cantoras envolvidas no projecto "Afinidades" para o qual convidou o músico cubano Raúl Torres.

O quarto álbum, "Tatuagem", é editado em 1999 pela Popular. A produção é de Manuel Paulo Felgueiras. Um dos temas em meior destaque é "Tatuagens" com a participação de Jorge Palma.

No fim de Maio e Outubro de 2000 a cantora actua duas vezes no CCB e também no Teatro Rivoli. Os concertos tiveram a direcção musical do guitarrista António Pinto. Em Dezembro de 2000 é editado o disco-duplo "Ao Vivo" gravado nos concertos do CCB e do Rivoli.

Em 2001 participa no espectáculo "Come Together" de homenagem aos Beatles. Participaram no espectáculo nomes como Rui Veloso, Silence 4, Xutos & Pontapés, Clã e Blind Zero.

No início de 2003 é lançado o disco "Na Alma e Na Pele" com produção de Rui Costa.

Em Novembro de 2003 actua no ciclo de espectáculos "A Cantora, o compositor, o estilista e o convidado dela" onde interpreta temas de Jorge Palma.

Dá dois concertos, nos dias 4 e 5 de Outubro de 2003, com casa cheia, no Coliseu dos Recreios. O Primeiro DVD de Mafalda Veiga foi editado no dia 13 de Dezembro de 2004. O DVD  inclui ainda um CD áudio do espectáculo do Coliseu de Lisboa.

Alguns temas da cantora são incluídos em novelas da Rede Globo (Brasil).

É editado pela Quasi um livro com letras de Mafalda Veiga.

Em Maio de 2007 é editado o disco "Lado a Lado" gravado com João Pedro Pais.

DISCOGRAFIA
Pássaros do Sul (LP, EMI, 1987) 
Cantar (LP, EMI, 1988)
Nada Se Repete (LP, EMI, 1992)
A Cor da Fogueira (CD, Strauss, 1996)
Tatuagem (CD, Popular, 1999)
Ao Vivo (2CD, Popular, 2000)
Na Alma e Na Pele (CD, Popular, 2003)
Lado a Lado (CD, VSL/Som Livre, 2007) com [João Pedro Pais]
Chão (CD, VC/iPlay, 2008)

Colectâneas
Olhos de Água (2001) - O Meu Abrigo/Ouve-se o Mar/No Fundo dos Teus Olhos/A Fantasia (Tem Brilhos Como As Estrelas)
Lovely Mammy & Baby (200*) - O Melhor do Mundo (com Fernanda Serrano)

Informação retirada daqui 

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