terça-feira, 21 de novembro de 2017

Alicia Keys

Alicia Keys (1981) é nome artístico de Alicia Augello-Cook, uma cantora norte-americana de grande sucesso e uma das maiores ganhadoras do Grammys. Seu estilo é permeado de R&B, Soul, hip hop e Pop. Possui canções conhecidas como "Fallin", "No One" e "Empire State of Mind".

Alicia Keys nasceu em Manhattan. Começou muito cedo na carreira musical, aos 5 anos, tocando piano. Recebeu boa educação musical, estudando música clássica ( Beethoven e Chopin), mas revelou interesse também pelo jazz e artistas como Marian McPartland e Oscar Peterson. Recebeu influências de Nina Simone, Marvin Gaye, e Stevie Wonder.

Com apenas 14 anos compôs a canção, "Butterflyz", que fez parte de seu álbum “Songs in A minor”, lançado em 2001. Entrou para a Universidade de Colúmbia. Assinou contrato com a gravadora Columbia Records, mas deixou-a por diferenças musicais.

O álbum “Song in Lá minor” vendeu 7 milhões de cópias e ganhou 5 Grammys. O “The diary of Alicia Keys”, segundo álbum da cantora, fez tanto sucesso quanto o primeiro e lhe rendeu 4 Grammys. Em 2005, lançou o “Unplugged” (Acústico MTV), que vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo. "As I Am" (2007) foi o 4º álbum, Cujo single "Like You'll Never See Me Again" foi número 1 no Hot R&B/Hip-Hop Songs. Outro single, "No One", foi a Melhor Canção de R&B no Grammy Awards de 2008.

O álbum “The Freedom Tour", lançado em 2009, tinha a canção "Empire State of Mind", que fez bastante sucesso e é uma das melhores de sua carreira. Em toda a carreira, Keys já ganhou no total 14 Grammys.

Alicia Keys atua na filantropia participando da Keep a Child Alive, organização que tem como objetivo levar medicamentos a famílias que possuem HIV na África.

Biografia retirada de e-biografias

domingo, 19 de novembro de 2017

Chiquinha Gonzaga


 Foi durante muitos anos a compositora com mais sucessos musicais no Carnaval brasileiro. Há mais de um século, em 1899, compôs um sucesso retumbante a marcha ‘Ô, Abre Alas’. A vida de Francisca Gonzaga está salpicada de romances, aventura e desventura, muita criatividade, alguns escândalos pelo seu comportamento social, e muita, muita música. O seu nome completo era Francisca Edwiges Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro quando ainda governava o Brasil o imperador D. Pedro II. Filha de um militar que ascenderia a chefe de gabinete de um ministro de nome José Basileu Neves Gonzaga - e de uma mulata solteira, Chiquinha, apesar de filha bastarda, foi educada pela família do pai e, como qualquer menina da sociedade, brincou com bonecas, aprendeu a tocar piano, com o maestro Lobo e teve aulas com o cónego Trindade, que lhe ensinou as muitas disciplinas que se ministravam na época e que, mais tarde, serviriam a esta brasileira endiabrada para sobreviver, quando a adversidade lhe bateu à porta. 
             Assim, até aos 12 anos, Chiquinha Gonzaga estudou Latim, Português, Francês. História, Geografia e Matemática, mas nos seus tempos livres, escapando aos olhares dos familiares mais exigentes, deixou-se fascinar pela música africana dos escravos da casa, música dolente, ritmada, que lhe corria nas veias pelo lado da mãe. Muito cedo começou a compor músicas para piano. Aos 11 anos escreveu ‘Canção dos Pastores”. 
             Como acontece nos países tropicais, o pai quis casá-la bem cedo. E assim, aos 13 anos, Francisca Edwiges Gonzaga contrai, contrariada, casamento com um Jacinto Ribeiro do Amaral, de 26 anos, oficial de marinha mercante e armador. Para o pai de Chiquinha era um bom partido, mas para ela a vida de casada foi uma triste experiência. O marido, machista como era uso na época, obrigava-a a viajar com ele no navio, obrigando-a a passar dias inteiros retida no camarote, para não conviver com eventuais elementos do sexo masculino que se encontrassem por perto. Acrescia que detestava que a mulher tocasse piano. As discussões multiplicavam-se e Chiquinha, que entretanto ia sendo mãe – teve cinco filhos – vê o marido vender o piano. O desgosto é imenso, mas a lutadora Chiquinha compra um violão, para colmatar a sua necessidade de tocar, O casamento ia de mal a pior. Chiquinha “dá o seu grito do lpiranga” e, numa das viagens, as desavenças entre o casal sobem de tom e Chiquinha pega nos filhos e parte para o Rio de Janeiro. Resumindo abandona o lar. Primeiro escândalo. Cai a vergonha na família. Solidariedade foi algo que Chiquinha não teve, neste período difícil da sua vida, mas sem qualquer experiência da vida apaixona-se e virá a casar com um engenheiro que apreciava música e que construía estradas, Volta o calvário. Este leva-a para lugares inóspitos onde ela vive isolada, nas piores condições, em barracas de campanha e rodeada de pó e trabalhadores. Francamente a sorte parecia não a bafejar, mas passa adiante, sem olhar para trás. 
             Mas a música e a sensualidade de Chiquinha, que apesar de baixa estatura era considerada bonita, olhos escuros, uma cabeleira negra levemente ondulada, acabam por encantar o flautista Joaquim da Silva Calado que lhe mostra o mundo da boémia carioca. Parecia que a música os iria unir por muito tempo, mas Chiquinha parte novamente, outra paixão entra no seu coração, e então dá-se a ruptura com a família de origem. Não querem saber daquela “degenerada”. Ela era apontada como uma “marginal”. Até teve o desplante de ser a primeira menina filha de família abastada a usar lenço na cabeça, em vez de chapéu, como as outras meninas finas. 
             É então que Chiquinha percebe que agora tem de ganhar a vida sozinha. Deixa para trás a música erudita que aprendera e começa a compor canções populares. Para poder viver dá explicações de tudo o que sabe, desde piano a geografia e passa a tocar em festas. O filho mais velho, João Gualberto, com 15 anos, também toca. Sempre são mais uns cobres que se ganham. 
             Em 1877 a compositora brasileira publica a 1ª polca com o título Atraente. Uma das edições desta composição teve capa da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. 
             Entretanto o pai sobe a chefe de gabinete do Ministro da Guerra e tudo faz para que a filha não venda músicas, assinando com o apelido Gonzaga. Nada de beliscaduras na sua reputação. Mas “como os cães ladram e a caravana passa’ a filha do general continua a sua vida de compositora. O teatro musicado estava muito na moda é aí que a compositora brasileira vai apostar. Compõe praticamente todo o tipo de músicas: polcas, tangos, lundus, valsas, maxixes, fados, quadrilhas, gavotas, barcarolas, mazurcas, habaneras, choros e serenatas (só não compôs música de jazz porque essa música nasceu no mesmo continente, mas mais a Norte). O sucesso começa a surgir. 
             Ela foi a primeira maestrina a dirigir uma orquestra e foi ainda mais longe pois chegou a dirigir a banda da Polícia Militar, ‘Mas a música não era a sua única ocupação, como mulher de forte sentido cívico e nacionalista vai apoiar os movimentos abolicionistas e os movimentos pró-republicanos.
             Ao contrário do que se possa pensar, quando vemos os desfiles do carnaval carioca, tão bem organizados, antes de Chiquinha Gonzaga não havia uma marcação para os desfiles. Os bailarinos eram apenas acompanhados de “zés-pereiras” (termo que chegou ao Brasil via Portugal) e pouco mais. Chiquinha compõe a célebre Corta-Jaca que foi um sucesso estrondoso e que passou a ser a marcha que marcava as danças no carnaval. A popularidade foi de tal ordem que a mulher do presidente do Brasil, Hermes da Fonseca - Nair de Tejé - tocava-a, ao piano nos jardins do Palácio do Catete (residência presidencial na época). Claro que nem todos gostavam desta música sensual, e o erudito Rui Barbosa disse mesmo: “o Corta-Jaca é a mais baixa, mais chula, e mais grosseira de todas as danças. Mas nas recepções presidenciais é executada com honras de música de Wagner”. Gostos não se discutem! 
             Os desaires amorosos de Chiquinha terminaram no dia em que conhece João Batista. Ele tinha 16 anos e ela 52. Esse amor durou até à morte da compositora brasileira. Trinta e três anos. Para não dar escândalo e chocar certas consciências, o casal passava por mãe e filho, só os mais íntimos sabiam a verdade. Quando João Batista já tinha uma idade ‘conveniente” passou a ser o seu produtor musical. Nesses tempos já os êxitos da compositora eram sem conto. A família tentou aproximar-se, mas não teve qualquer reacção positiva por parte de Chiquinha. Vai mesmo esquecer as filhas viúvas e pobres. Apenas se rodeou dos filhos que sempre a tinham apoiado e amado. Foi Chiquinha Gonzaga quem esteve na origem da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), onde se defendiam os direitos de autor/compositor, porque já nesse tempo se pirateavam gravações. Um disco seu chegou a aparecer feito na Alemanha. Em 1888 antecipando-se à Lei Áurea (abolição da escravatura) compra a liberdade de um músico escravo, José Flauta e, em 1894, é homenageada a bordo de um navio francês sob o comando do almirante Fournier. 
             Chiquinha venceu numa sociedade estereotipada e machista, e os seus últimos 20 anos de vida foram repletos de homenagens e sucessos. Poucos jovens adivinhariam que aquela senhora pequenina, vestida de modo discreto e com ar feliz tinha passado uma juventude com amores escaldantes, escandalizando e principalmente tudo sacrificando pela música. Passou a ser a convidada de honra de todas as estreias musicais do Rio de Janeiro já nos primeiros anos deste século. Ia acompanhada pelo filho João Gonzaga. Um dia teve a originalidade de promover um concerto com 100 violões para mostrar a força e autenticidade da música popular brasileira.
             Viajou pela Europa várias vezes entre 1902 e 1910. Por Portugal passou em 1904, e actuou no Salão Neuparth. Conta-se que tocou órgão na Igreja de Benfica, só que ninguém percebeu que estava a tocar não música sacra, mas partes de O Trovador de Verdi. Terá estado quatro anos no nosso país, mas não lhe localizamos o percurso, apenas no Catálogo da Casa Neuparth, edição de 1902, constam para venda duas obras suas onde consta como F. Gonzaga. Musicou vários libretos para peças portuguesas, nomeadamente As Três Graças e A Bota do Diabo. Em 1911 compõe a peça Lua Branca, seguida, em 1915, de Sertaneja. O seu maior sucesso foi a opereta Forrobodó, em 1912 que teve 1500 representações 
             Aos 87 anos escreveu a partitura Maria para a peça de Viriato Correia. 
             A sua obra é extensíssima. A pianista brasileira Clara Sverner compilou-a e foi editada. 
             Chiquinha Gonzaga morreu no dia 28 de Fevereiro de 1935, nas vésperas de mais um Carnaval e quis como epitáfio na sua tumba apenas ‘Sofreu e chorou”. Tinha 88 anos. 

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Adam de la Halle

1240-1287

Trovador francês, também conhecido como Adam, o Corcunda, é considerado o precursor da comédia francesa. Nascido em Arras, revela habilidade com as palavras e os sons desde a juventude. Muda-se para Paris, onde aperfeiçoa seu talento em apresentações na corte francesa. Acompanha o rei Carlos I, duque de Anjou, em viagens à Sicília e a Nápoles. Compõe rndós e motetes – forma introduzida pela Ars Antiqua que consiste na apresentação simultânea de mais de um texto em cena. Halle desvincula a música do caráter religioso, comum na época. Seu trabalho é tido como o início da Ars Nova, estilo criado por Philippe de Vitry e Guillaume de Machaut. Faz dezenas de poemas e composições musicais polifônicas, como os 16 rondós a três vozes e os 18 jogos partidos. Entre seus textos teatrais conhecidos estão A História de Griseldis, considerada precursora das peças sérias sem a conotação religiosa da época, e o Jogo de Robin e Marion, comédia pastoral musicada tida como uma das primeiras operetas francesas.

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Achille-Claude Debussy

22/08/1862, Saint-Germain-en-Laye, próxima a Paris (França)
25/03/1918, Paris (França)

Aluna de Chopin, madame Mauté de Fleurville ficou impressionada com o talento de seu aluno Achile-Claude Debussy, de onze anos, e pediu aos pais a permissão para iniciá-lo como músico profissional. No Conservatório de Paris, o garoto ganhou a amizade de professores como Albert Lavignac, que lhe mostrou as partituras de Richard Wagner. 

Seis anos depois, ele ingressou como pianista no trio de música de câmara mantido pela milionária russa Nadejda von Meck, e excursionou pelas principais cidades européias. 

A viagem apresentou a Debussy novidades como assistir à ópera "Tristão e Isolda" em Viena e visitar casas noturnas russos, onde soava a música dos ciganos. 

Ao voltar ao Conservatório; escreveu suas primeiras peças. Ele começou a conquistar a fama como compositor ao vencer o Prêmio de Roma em 1884, aos 22 anos. Ficou conhecido por ter quebrado a tradição do romantismo alemão, desenvolvendo um. As suas composições mais conhecidas são: "Claire de Lune" (1890-1905), "Prélude à l'aprés-midi d'un faune" (1894), e "La Mer" (1905). 

Além de ser moda no meio musical europeu no final do século 19, Wagner influenciou fortemente a obra de Debussy, como na cantata "La demoiselle élue" (1888), em "Musique javanese" à Paris (1889) e em "Cinq poèmes de Baudelaire" (1889). 

As artes se renovavam para inaugurar o novo século. Neste contexto, Debussy criou sua própria linguagem musical: um sistema original de harmonia e de estrutura musicais inspirados nos pintores impressionistas e nos poetas simbolistas. Sua abordagem teve uma enorme influência na música do século 20. 

Em sua obra pianística, Debussy resgatou o rococó. Seu último volume, "Études" (1915), possui variantes de estilo e textura baseados nos exercícios para o piano, com nítida influência do jovem Stravinsky. Em 1902, compôs a sua única ópera, "Pelléas et Mélisande", a que somou novos recursos dramáticos, como a declamação, e a técnica já consagrada de Wagner. 

Famoso por seu gosto pelos bons vinhos e restaurantes caros, ele era freqüentador assíduo de circos, teatros populares e cafés-concertos. Criava gatos e era tido como conquistador. Debussy se envolveu seriamente com ao menos três mulheres: Gabrielle Dupont, Rosalie Texier e Emma Bardac.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rosalía de Castro

 Nascida em Santiago de Compostela, em Fevereiro de 1837, Rosalía de Castro deixou uma obra ímpar. Os seus Cantares Gallegos são unanimemente considerados como a primeira grande obra da literatura galega contemporânea, vindo assim contrariar um conceito antigo de que o idioma galego não é propício à poesia.

Noite de Inverno chuvosa, em Santiago de Compostela. A catedral barroca impõe-se com a sua majestade. Alguém passa apressado, e discreto, debaixo das arcadas bem protegido da insidiosa chuva. Dirige-se ao Hospital Real, onde acabava de ser trancada a porta principal. O vulto bate com força. De dentro alguém reabre a porta, uma breve troca de palavras e a carta com a mensagem urgente dirigida ao médico chefe é entregue pelo vulto a uma mão que está lá dentro. Já bateram as três horas da madrugada. O médico, com a sua maleta na mão segue o criado da fidalga Dona Teresa de Castro e Abadia que ilumina o caminho com uma lanterna. Dona Teresa saiu do seu solar e hospedou-se numa modesta casa de Barreiras. O médico chega. Às 4 horas do dia 24 de Fevereiro de 1837 nasce Rosalía. Foi imediatamente baptizada, ainda nos braços do médico, numa capela contígua ao Hospital, e ficou registada com o nome de Maria Rosalía Rita. A madrinha foi uma mulher modesta, criada do solar dos Castros. 
             Como a nossa Florbela Espanca, Rosalía de Castro ficou marcada, desde o nascimento, por ter sido fruto de uma relação extra-conjugal. Florbela e Rosalía viriam a ser os símbolos máximos da poesia do sofrimento e da tristeza, da amargura e da fatalidade. As suas vidas tiveram, no entanto, rotas diferentes. Florbela não era fidalga, mas a menina galega, era filha de Doña Maria Teresa de La Cruz de Castro y Abadia, de ascendência nobre e o pai um seminarista, ou sacerdote, de nome José Martinez Viojo. Muitas enciclopédias omitiram durante anos esta condição do pai de Rosalía, bem como o facto de ela ter sido registada como filha de pais incógnitos. Eram tempos impiedosos para quem nascia fora das regras estabelecidas. O seu nascimento, nestas circunstâncias marcou profundamente a sensibilidade de Rosalía de Castro. A vida também lhe não sorriu, como a Florbela. A sua única felicidade foram os filhos, mas dos sete que gerou, apenas Gala sobreviveu. 
             Rosalía foi educada e mimada por duas tias paternas, na aldeia de Ortoño na Casa do Castro. Até aos oito anos viveu como qualquer menina de aldeia, se bem que com outro conforto. No entanto, foi este contacto com os costumes e cantares galegos que imprimiram um cunho especial a esta menina de sangue fidalgo, mas de coração e alma embalados por essa língua galega que ela tão bem conheceu e amou. Rosalía estava longe da mãe, porque era necessário preservá-la de comentários sobre o seu nascimento “indigno”. Na época um nascimento destes tinha de ser abafado, para que o escândalo não arruinasse a reputação de uma casa fidalga, mas Doña Teresa amava a filha e não suportando a ausência da filha, passados anos reclama a sua presença. Mãe e filha vão finalmente viver juntas. 
             Aos 14 anos Rosalía estuda em Santiago de Compostela, onde tem aulas de desenho e música. Também frequentava actividades culturais organizadas pelo Liceo de la Juventude. Nessa altura conhece Eduardo Pondal, Aurelio Aguirre por quem Rosalía se apaixona. Por ali aparece também Manuel Murguía com quem virá, mais tarde, a casar. Nestes tempos Rosalía dedica grande parte do tempo à música. Tocará piano mesmo depois de casada. Os filhos gostavam de ouvir os acordes do piano ecoarem pela casa e, quem sabe Rosalía refugiava-se na poesia e na música para esconder as suas amarguras. 
             Galiza foi durante séculos a mais agreste região da Espanha e durante muito tempo as fomes eram cíclicas e devastadoras. Nos séculos XIX e parte do XX a única solução de sobrevivência era a emigração. Partiam os homens deixando as mulheres sós, as “viúvas de vivos”, como lhes chamou Rosalía de Castro. 
             Como o galego é semelhante ao português não traduzimos, para não tirar autenticidade a este trecho sobre emigração, no poema Pra Habana!: Vendéronlle«Vendéronlle os bois,/vendérolles as vacas,/o pote do caldo/i a manta da cama//Vendéronlle o carro/i as leiras que tiña;/deixárono soio/ca roupa vestida.//”Maria, eu sou mozo,/pedir non me é dado;/eu vou pelo mundo/pra ver de ganado.//Galicia esta probe,/iá Habana me vou.../Adiós, prendas/do meu corazón”//...«Este vaise i aquel vaise,/etodos se van:/Galicia, sin homes quedas/que te podan traballar./Tes, en cambio, orfos i orfas/e campos de soledad; e pais que non teñen fillos/e fillos que non tén pais./E tes corazóns que sufren/longas ausencias mortás./Viudas de vivos e mortos/que ninguem consolaré.» (Livro IV de Follas Novas). 
             O ano de 1853 teve um Inverno extremamente rigoroso e por toda a Galiza grassava a fome e a miséria. Rosalía de Castro e a mãe vão viver para o antigo convento de Santo Agostinho, onde funcionava então o Liceo de la Juventude e aqui Rosalía chegou a protagonizar peças de teatro. Em 1856 parte sozinha para Madrid, tendo ficado hospedada em casa de uma prima da mãe, Doña Carmen García-Lugin, que morava na rua da Ballesta. 
             Embora Manuel Murguía convivesse com o grupo de amigos de Rosalía em Santiago de Compostela, só se vão conhecer e casar mais tarde, precisamente em Madrid. 
             Manuel Murguia chegou a cursar Farmácia, mas depois enveredou para outras áreas como História, literatura, arqueologia. Pedagogo e jornalista é considerado um dos mais representativos eruditos do seu tempo. A ele se deve que a obra poética de Rosalía tenha sido publicada e conhecida. Modesta a autora sugeriu que ele publicasse mas que colocasse o nome dele como autor, o que não aconteceu. Daí Rosalía ser conhecida e reconhecida como autora de grande mérito. 
             Os espanhóis das colónias espanholas eram um dos seus públicos mais entusiastas. Sentiam-se irmanados na poesia desta galega discreta e tão sensível. 
             Manuel Murguía e Rosalía casaram em 10 de Outubro de 1858, em Madrid. As vendedeiras do mercado de Santo Ildefonso repararam naquela noiva alta e bonita que saía da igreja pelo braço daquele exótico senhor baixinho de barba escura e «sombrero de copa y levita». Na boda estiveram amigos de ambos, do mundo político e artístico de Madrid, mas Doña Teresa de Castro não quis estar presente. A noiva contava 20 anos e o noivo 25. Nesse tempo Murguia escrevia para jornais.
             Em 1858 Rosalía perde o seu grande amigo Aurelio Aguirre e no ano seguinte a sua melhor amiga. Tinham ambas ido à festa da Virgem de la Barca em Muxia. Era Setembro. Ambas apanham o tifo, mas em poucos dias morre Eduarda Pondal. Rosalía desfeita pelo desgosto escreve La Hija del Mar, depois integrado nos Cantares Gallegos. 
             Os meses passam e a jovem Rosalía sabe que vai ser mãe, mas passa uma gravidez dolorosa. Regressa a casa e vai viver com a mãe numa rua perto da Catedral de Santiago de Compostela. Ali nasce a primeira filha, Alexandra, em 1859. O emprego precário do marido faz com que passem a vida a mudar de terra, entre 1858 e 1875. Em 1860 vivem na Corunha, onde Manuel Murguía é director do Arquivo Geral da Galiza. 
             Em 1861 Rosalía publica Flavio (prosa), mas parece que os desgostos se seguem na sua vida numa sequência constante. Em 1862 perdeu a mãe que ela adorava e expressou a sua dor em A Mi Madre, poesia dedicada aquela que ela amou sem reservas, sem qualquer ressentimento pelo seu nascimento. Edição de 1863. Hoje é uma raridade, porque apenas se fizeram 50 exemplares que Rosalía deu apenas aos mais íntimos. Em 1868 nasceu a segunda filha, Aura. Em 1871 nascem os gémeos Gala e Ovídio e, em 1873 a filha Aura. Mas a doença de Rosalía de Castro agrava-se a cada parto. Em 1875 nasce Adriano, que morre de uma queda, apenas com dois anos. Rosalía chora através da sua poesia: «mi niño, tierra rosa (...)Que sosiego en tu fronte! Al verle yo alejarse! Qué borrasca en la mía ». Ao desgosto da perda dos filhos somava-se um casamento não completamente feliz, como se depreende das cartas que escrevia aos mais íntimos. Mais tarde a filha Gala diria que não era verdade a mãe ser triste e infeliz, que ria muito e brincava e tocava piano para os filhos. Quem podia saber o que lhe ia na alma? 
             Rosalía foi «céptica perante o amor». Para o prof. Jacinto do Prado Coelho, a obra de Rosalía é caracterizada «pela pungente amargura dos seus versos.» Para o prof. francês Claude Henri Poullin, que fez doutoramento sobre a obra de Rosalía de Castro a sua poesia é «a encarnação e símbolo da alma galega.» E acrescenta que Rosalía não surge como um fenómeno isolado, mas sim integrada num conjunto da literatura espanhola da segunda metade do séc. XIX a que se chamou renascimento galego e onde temos nomes como Eduardo Pondal (1835-1917), amigo de Rosalía, Manuel Curros Enriquez (1881-1908). Estes, com Rosalía «constituem o grande triunvirato do renascimento galego do séc. XIX» (Ernesto Guerra Da Cal). 
             Certos críticos literários são de opinião que a vida de um poeta tem de ser sofrida, não saída de quem tem cama fofa e risonha, para que as palavras possam tocar quem as lê. Verdade ou não, no caso de Florbela Espanca, como no de Rosalía a dor vivida é patente, real. A vida da poeta galega foi realmente pungente. Em 1874 nasceu morta a última filha, a quem puseram o nome de Valentina. «Todo acabó, quiza, menos mi pena.» Em 1880 é editado Follas Novas que são um conjunto de poesias escritas ao longo de vários anos. Uma crítica no jornal El Imparcial de 4 de Abril de 1881 em termos francamente negativos, atacando a autora por denunciar os males da emigração e a tristeza das mulheres galegas, fez com que Rosalía, profundamente sentida, nunca mais escrevesse em galego. A partir dessa data só escreveu em castelhano. 
             A obra que a tornou conhecida no mundo literário foi Cantares Gallegos, editado em 1883. São trinta e cinco poemas considerados obra fundamental do ressurgimento poético galego. O livro teve muito boa recepção junto dos espanhóis de além-Atlântico, especialmente na Argentina, Cuba e Uruguai. Os escritores portugueses Antero de Quental e Teófilo Braga escreveram com admiração e apreço sobre este livro de Rosalía. Também para En las Orillas del Sar os leitores foram muitos e sentiam enorme admiração por esta filha da Galiza, autêntica e cheia de talento, que recorda a cidade de Padrón, onde viveu a sua meninice e onde há hoje uma casa-museu em sua homenagem. 
             Mas a doença ia minando o seu corpo frágil. Rosalía sofria em silêncio. Nem o próprio marido jamais soube a extensão do seu mal. Só o médico de Padrón, o dedicado Dr. Roque Membiela a quem Rosalía oferecia os seus livros com uma dedicatória que terminava sempre do mesmo modo: «a sua eterna enferma», sabia que a doença era incurável. 
             Sabendo que o seu fim se aproximava Rosalía de Castro quis ir a Carril com os filhos para ver o mar, esse mar que ela tanto cantou na sua poesia. Volta então para casa e o poeta galego, Lisardo Barreiro, que a visitou, no leito de morte, diria. «Ali estava como a pomba ferida que permanece para sempre rodeada dos filhos.» 
             No dia 15 de Junho de 1885 Rosalía vítima de cancro pede, já delirando: «Abram a janela que quero ver o mar!» e morre serenamente. Antes, pedira às filhas que queimassem todos os manuscritos inéditos. Sabe-se que este pedido foi cumprido de imediato, com a ajuda do padre que lhe ministrou a extrema-unção, aproveitando a ausência do marido que tal não teria consentido. 
             Ficou sepultada em Adina, mas fruto de um movimento de solidariedade de todos aqueles que lhe quiseram dar um lugar mais digno para dormir o último sono, em Maio de 1891 foi transladada, em cerimónia de grande dignidade e pompa para o Pantéon de Galegos Ilustres no convento de São Domingos, em Santiago de Compostela. 
             A sua última viagem foi de combóio, do cemitério de Iria Flavia para Santiago de Compostela. Estava um dia límpido e ameno. Das colónias galegas vieram representantes. Foi um enorme cortejo, onde se incorporaram todos os galegos e espanhóis que a admiravam, desde os anónimos aos mais ilustres. Houve elogio fúnebre e cânticos religiosos. A escritora Emilia Pardo Bazán leu um texto escrito para a ocasião. Galegos da América espanhola patrocinaram a estátua a Rosalía de Castro erigida no chamado, em 1917, passeio da Ferradura, em Santiago de Compostela. 
             Esta poeta galega de enorme talento não terá tido, em vida, toda a notoriedade que merecia, mas como disse alguém: «A popularidade nem sempre é o melhor caminho para a imortalidade.» Para terminar, um pouco mais do talento de Rosalía, nestes palavras que nos deixou: 

                         «Arbol duro y altivo que gustas 
                         De escuchar el rumor del océano 
                         Y gemir com la brisa marina 
                         De la playa en el blanco, 
                         Yo te amo!...» 

             Nós também te amamos Rosalía!

Notícia retirada daqui

sábado, 11 de novembro de 2017

Liam James Payne


Liam James Payne, nascido em Wolverhampton, Inglaterra, a 29 de agosto de 1993, é filho de Karen e Geoff. Tem duas irmãs mais velhas, Ruth e Nicola. Até aos quatro anos de idade, Liam teve acompanhamento médico e fez diversos testes, pois foram detectados problemas disfuncionais num dos rins.

Liam sofreu bullying na escola, o que o levou a frequentar aulas de boxe, comentando: "Eu tinha que aprender a defender-me, e aos doze anos, lutava contra o treinador de 38 anos. Eu parti o meu nariz, tive um tímpano perfurado e chegava a casa com o rosto inchado. Mas isso deu-me confiança. Eu saí-me muito melhor nos anos seguintes". Ele estudou tecnologia da música na City of Wolverhampton College e, além de cantar, toca piano e guitarra.

A primeira audição de Liam para o The X Factor foi feita na quinta temporada, aos catorze anos, mas Simon Cowell achou que ele não estava ainda pronto para a competição e pediu-lhe para voltar dai a dois anos. Ele voltou na sétima temporada e cantou "Cry Me a River" uma canção popular, recebendo os aplausos de pé da plateia e de Cowell. No campo de treino, ele cantou "Stop Crying Your Heart Out" antes de ser eliminado na categoria "boys" e ter-se juntado ao grupo One Direction.

Payne cita Justin Timberlake como a sua primeira e maior influência. Liam tinha um caso com a dançarina Danielle Peazer, que já tocou em bandas como The Saturdays e Jessie J. Eles conheceram-se no The X Factor em 2010, e namoraram até setembro de 2012, retomando o namoro em dezembro do mesmo ano. 

Todavia, por volta de maio de 2013, ambos colocaram novamente um fim no namoro e estão separados desde então. Peazer recebeu ameaças de morte e outras formas de cyberbullying no Twitter, por causa de sua relação com Liam.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Harry Edward Styles


Harry Edward Styles, nascido em Cheshire, Inglaterra, a 1 de fevereiro de 1994,1é filho de Anne e Des, e tem uma irmã mais velha, Gemma.Harry tinha sete anos quando os seus pais se separaram. Ele estudou na Holmes Chapel Comprehensive School.

Antes de participar no The X Factor, ele foi o vocalista de uma banda chamada White Eskimo, que tinha Haydn Morris como guitarrista, Nick Clough como baixista e Will Sweeny como baterista. Harry citou Elvis Presley como sendo uma das suas influências. Ele fez a sua audição para o X Factor com "Isn't She Lovely?" de, Stevie Wonder, e recebeu comentários positivos de dois dos três jurados, com Louis Walsh tendo dúvidas se ele estaria preparado para avançar na competição. No campo de treino, ele cantou "Stop Crying Your Heart Out" da banda Oasis. Harry foi eliminado da categoria "boys" mas depois foi convidado para a banda por Simon Cowell, juntamente com os outros membros.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Louis William Tomlinson


Louis William Tomlinson, nascido em Doncaster, Inglaterra, a 24 de dezembro de 1991, é filho de Johannah e Mark, e tem cinco irmãs mais novas, Charlotte, Felicite, Georgia (filha de seu pai com outra mulher) e as gémeas Daisy e Phoebe. Os seus pais separaram-se em 2011. Ele estudou na Hall Cross School, onde atuou em diversas produções, e na Hayfield School.

As suas irmãs Daisy e Phoebe tinham papéis numa série infantil chamada Fat Friends e Louis  acompanhava -as para servir de extra. 

Mais tarde, frequentou uma escola de representação em Barnsley. Ele atuou num filme de drama do ITV, chamado "If I Had You" e teve um pequeno papel em Waterloo Road. Em 2010, fez uma audição a solo na sétima edição do programa The X Factor, cantando "Hey There Delilah" logo após Simon pedir para que ele mudasse a música enquanto cantava "Elvis Ain't Dead". Louis foi eliminado da categoria "boys" e foi convidado para a banda juntamente com os outros membros.

domingo, 5 de novembro de 2017

Niall James Horan


Niall James Horan, nascido em Mullingar, Irlanda, a 13 de setembro de 1993, é filho de Maura Gallagher e Bobby Horan e irmão de Greg Horan. Os seus pais divorciaram-se quando tinha cinco anos. Greg e ele viveram entre as casas dos pais por alguns anos e finalmente, quando jovens, decidiram morar com o pai em Mullingar. Niall foi um aluno do Coláiste Mhuire, Coláiste Mhuire e da Congregation de Christian Brothers. Durante algum tempo, pertenceu ao coro da sua escola, participando sazonalmente numa canção de natal.

Antes de sua participação no The X Factor, ele executou diversas performances na sua terra natal, inclusivé como um acto de apoio a Lloyd Daniels em Dublin. Horan toca guitarra desde sua infância.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Depeche Mode - "Heroes"

David Bowie - "Heroes"

Suzi Quatro - "Can the Can"

Nightwish - "Last Of The Wilds"

Thompson Twins - "Hold Me Now"

Climie Fisher - "Love Changes Everything"

Zain Javadd "Zayn" Malik


Zain Javadd "Zayn" Malik, nascido em Bradford, Inglaterra, a 12 de janeiro de 1993, é filho de Tricia Malik e Yaser. Tem uma irmã mais velha, Doniya, e duas irmãs mais novas, Waliyha e Safaa. Malik cresceu no East Bowling e foi um aluno da Lower Fields Primary School e mais tarde da Tong High School. Zayn não se sentiu integrado nas suas duas primeiras escolas, por ser multirracial. Contudo, Malik diz ter começado a apreciar a sua aparência depois de mudar de escola aos 12 anos.

Na audição para The X Factor, o vocalista disse que procurava experiências. Ele citou música urbana como a sua primeira influência musical, seguida por R&B e rap. Para a sua audição no programa, ele cantou o single "Let Me Love You" do cantor Mario. Assim como os outros membros da banda, Zayn classificou Bruno Mars como uma das suas maiores influências. Em maio de 2012, o cantor revelou que estava a namorar Perrie Edwards, que faz parte do grupo Little Mix. Em agosto de 2013, foi anunciado que Zayn e Perrie estão noivos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Lote Lehmann


Soprano, de origem alemã, radicada nos EUA. Estudou em Hamburgo e aqui se estreou, em 1909. Ingressou na Ópera Imperial de Viena, e ali teve o reconhecimento profissional. Cantou todo o repertório da ópera alemã. O compositor Richard Strauss escreveu para ela a ópera Arabella. Interpretou inúmeros papéis, destacando-se na ópera O Cavaleiro da Rosa, onde o papel do jovem é interpretado por uma mulher. Devido à escalada do nazismo saiu da Áustria rumo aos EUA. Aqui teve uma carreira brilhante cantando em Chicago, Nova Iorque. Foi viver para Santa Bárbara onde viria a falecer.

Biografia retirada daqui

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Angelica Catalani


Uma das maiores sopranos do seu tempo. Nasceu em Senigallia, Marca de Ancona, Estados da Igreja [actualmente Itália] a 10 de Maio de 1780; morreu em Paris, França, a 12 de Junho de 1849. O pai, primeiro baixo no coro da Sé Catedral de Senigallia, e ourives, entregou a sua educação ao maestro da capela Pietro Morandi, que a integrou no coro do Convento de S. Luzia em Gubbio, perto de Roma. Como tinha uma voz naturalmente bonita e ágil, e os progressos tinham sido rápidos, devido à ajuda paterna, o empresário Cavos não hesitou em apresentá-la no teatro La Fenice, de Veneza, em 1797. O público foi indulgente com a imaturidade vocal e cénica da nova cantora de dezassete anos, e aplaudiu-a na Lodoiska de Johann Simon Mayr, ópera que tinha sido estreada no ano anterior naquele mesmo teatro. Regressou a Veneza em 1798 e no Carnaval de 1800, tendo cantado Carolina e Mexicow e Il Ratto delle Sabine de Niccolò Antonio Zingarelli, e Lauso e Lidia e Gli Sciti de Mayr, assim como a Morte di Cleopatra de Sebastiano Nasolini, na nova versão de Gaetano Marinelli. Em 1800 cantou em Trieste Gli Orazi e i Curiazi de Domenico Cimarosa, em 21 de Janeiro de 1801 no Scala de Milão, e depois seguiram-se actuações em Florença e no Teatro Argentina de Roma.

Em 27 de Setembro de 1801 estreou-se em Lisboa cantando a Cleopatra de Nasolini, e em 23 de Dezembro cantou La Morte de Semiramide de Marcos Portugal, de acordo com Ruders. Tinha vindo de Génova, segundo Fonseca Benevides. Em 1804 casou com um oficial francês, Paul Valabrègue, adido à embaixada do seu país em Lisboa. Ficará até 1806 em Portugal, tendo ido nesse mesmo ano para Paris, passando por Madrid. 

Cantou três vezes para Napoleão Bonaparte no Palácio de Saint-Cloud. O público da ópera de Paris pôde ouvi-la em duas árias de Cimarosa, assim como em duas de Marcos Portugal, retiradas das óperas Semiramide e Zaira, uma de Niccolini e uma de Niccolo Piccini. O Imperador francês tentou retê-la em Paris, mas a cantora decidiu-se por Londres, para onde partiu clandestinamente, sem passaporte, embarcando em Morlaix. Ficará no Reino Unido até 1813.

A sua estreia na capital britânica realizou-se em 13 de Dezembro de 1806, no King's Theatre, com a ópera de Marcos Portugal, La Morte de Semiramide, tendo as récitas seguintes continuado a agradar. Nos seis meses seguintes cantou Il ritorno di Serse e La morte de Mitiridate do compositor português, Il Fanatica per la musica de Mayr e a Cleopatra de Nasolini. Na temporada de 1807, de durou de Janeiro a Agosto,  foi contratada para cantar duas vezes por semana por mais de 5.000 libras, numa época em que o normal seria receber 500. Em 1809 não foi contratada, mas no ano seguinte regressou ao King's Theatre, para as quatro temporadas seguintes, tendo em 1812 sido Susana na estreia londrina da ópera de Mozart Le nozze di Figaro. As suas interpretações do God Save the King e do Rule Britannia, provocavam grandes manifestações patrióticas em Inglaterra, tendo passado a fazer parte do seu repertório.

Regressou a Paris em 1814, após a Restauração da monarquia, e Luís XVIII acolheu-a muito bem, tendo a cantora assumido a direcção da Opéra-Italien na Salle Favart, com um subsídio de 160.000 francos. A companhia faliu devido à ingerência do marido e Angélica Catalani acabou por abandonar a França, devido ao regresso de Napoleão. Viajou pela Europa do Norte, tendo actuado na Alemanha, Dinamarca e Suécia, onde poderá ter sido ouvida novamente por Carl Israel Ruders. Com a Segunda Restauração voltou a Paris e reassumiu a direcção do mesmo teatro, abandonando-o de novo em Maio de 1816.

Realizou tournées na Alemanha, tendo sido ouvida por Goethe em 1818, tendo estado em Berlim em 1827, em Itália, assim como na Polónia, na Rússia e em Inglaterra onde actuou pela última vez em 1824, regressando várias vezes a Paris. Em 1826 esteve em Itália, passando por Génova, Roma e Nápoles. Retirou-se em 1828, com quase cinquenta anos para uma villa em Florença, onde criou uma escola gratuita para futuras cantoras de ópera. Morreu em Paris em 1849, tentando fugir da epidemia de cólera que assolou a Itália nesse ano, e que acabou por a vitimar.



Fontes: 
Enciclopedia dello Spettacolo, Roma, Casa Ed. Le Machere, 1954;

Carl Israel Ruders, Viagem em Portugal, 1798-1802, trad. de António Feijó, pref. e notas de Castelo Branco Chaves, Lisboa, Biblioteca Nacional («Série Portugal e os Estrangeiros»), 1981; tradução parcial de Portugisk Resa, beskrivfen i bref til vanner, 3 vols., Stockholm, 1805-1809;

Francisco da Fonseca Benevides, O Real Theatro de S. Carlos de Lisboa desde a sua fundação em 1793 até á actualidade: estudo historico, Lisboa, Typ. Castro Irmão, 1883.

domingo, 29 de outubro de 2017

Adelaide Ferreira

Adelaide Ferreira nasceu no dia 1 de Janeiro de 1960 em Minde.  Aos 3 anos, mudou-se para as Caldas da Rainha, onde teve o seu primeiro contacto com as artes, ao substituir a sua irmã mais velha, Laurinda, numa peça infantil.

Ruma para Évora, em 1976, para participar no Curso de Formação de Actores Profissionais. Após um ano de curso, foi contratada pelo Grupo 4 do Teatro Aberto onde permaneceu durante três anos. 

Em 1979 entra no filme "Kilas, o Mau da Fita" de José Fonseca e Costa, aparecendo na banda sonora a cantar o tema "Balada da Rita". Em 1980 consegue o  seu primeiro papel como protagonista na peça "Andorra", ao lado de António Rama. 

Durante esse período gravou dois discos a solo pela mão de Paulo de Carvalho, um dos temas foi o grande êxito radiofónico "Meu Amor Vamos Conversar os Dois".

Participa nas semi-finais do Festival RTP da Canção de 1980 com o grupo As Alegres Comadres, formado por Adelaide Ferreira, Mila Ferreira, Ana Bola e Helena Isabel.  

Vai para o Algarve com o namorado, Luís Fernando, para cantar em bares. Quando volta a Lisboa é desafiada a gravar um disco. Assim, em 1981 é editado o single "Baby Suicida", tema composto por ela e por Luís Fernando num quarto de uma pensão. O disco vendeu mais de 20 mil exemplares.

"A Tua Noite", o lado b do single, atinge o primeiro lugar da tabela "TNT - Todos No Top".

Adelaide Ferreira junta-se aos Preço Fixo. Os Preço Fixo eram formados por Necas (bateria), Luís Fernando (viola), Vasco Alves (viola-baixo), Eduardo Quintela (teclas) e Carlos Borracha (viola-solo). Tó Freitas entra para o lugar de Necas. Ainda em 1981 lançam um novo single com os temas "Bichos" e "Trânsito". Vasco Alves é substituído por Zacarias.

Chega a gravar um álbum para a editora Vimúsica mas que não seria editado devido a problemas contratuais.

Em 1983 é editado um máxi-single com os temas "Não, Não, Não" e "A Danada do Rock'n'Roll". O disco foi gravado em Madrid, numa produção dirigida e  realizada por Joni Galvão. Na capa aparece apenas o nome Adelaide, situação que se voltaria a repetir em outros lançamentos posteriores.

Participa no Festival RTP da canção de 1984 com o tema "Quero-Te, Choro-Te, Odeio-Te, Adoro-Te". Vence o prémio de interpretação mas fica apenas em 5º lugar.

No mesmo ano alcança o segundo lugar no Festival da OTI, no México, com a música "Vem No Meu Sonho", da autoria de Luís Fernando. Foi convidada a gravar em espanhol pela Polygram espanhola mas esse projecto não se chegaria a concretizar.

Em 1985 representa Portugal no Festival da Eurovisão, que se realizou na Suécia, com o tema "Penso em Ti (Eu Sei)".

O seu primeiro álbum, "Entre Um Coco e Um Adeus", com produção de Ramón Galarza, é editado em Maio de 1986. O disco apresentava uma música de sabor mais "tropical". Os maiores sucessos deste disco foram a balada "Papel Principal" e "Coqueirando".

Participa como actriz no filme "Ana" e na conhecida série "Duarte & Companhia".

Em 1989 volta ao estilo roqueiro com "Amantes e Mortais" ("Fast And Far" na versão inglesa). O disco foi gravado em Lisboa (no Angel Studio) e em França, no Studio du Palais des Congrés, com produção de Jean Louis Milford dos Century. O tema em maior destaque foi "Dava Tudo" (All The Tears We Cried" na versão inglesa). O disco chegou a ter distribuição internacional pela alemã SPV.

Aparece na série de programas "Grande Noite" de Filipe Lá Féria. Em 1991 faz locução, separadores, sinal horário e jingles cantados da Rádio Nostalgia. E em 1993 e 1994 faz locução para Tv e Rádio da revista "Marie Claire".

Regressa aos discos em 1995 com o álbum "O Realizador Está Louco". O tema mais conhecido deste disco é a balada "Alma Vazia". No ano seguinte colabora no tema "Novo Amanhã" da iniciativa "Correr Contra A Sida".

Em 1998, a BMG lança o álbum "Só Baladas", que reúne as suas baladas antigas mais bonitas e mais seis inéditas. O primeiro single é uma nova versão de "Papel Principal" com a colaboração de Dulce Pontes. Outro dos convidados deste disco foi Fernando Girão ("Olho A Vida Nos Olhos").

Participa num tributo a George Gershwin com o tema "They Can't Take That Away From Me".

Dois anos depois  é editado o álbum "Sentidos", em que se destacam os temas "Gostar de Alguém Assim", um original de Luís Pedro Fonseca, e "Ainda Te Sinto Tão Perto".

Nos anos seguintes participa como actriz em várias séries de televisão, tais como "Alves dos Reis", "Bastidores", "Segredo de Justiça"  e "Ganância".

Em 2001 é escolhida para interpretar "Outro Sol", a canção principal da terceira edição do programa Big Brother.

Colabora com Roberto Leal no tema "Nau de Paz", do álbum "Uma Carreira em Dueto", de 2003.

Lança novo disco em 2006. O álbum "Mais Forte Que A Paixão", com produção de Luís Jardim.

Regrava alguns dos seus sucessos no disco "O Melhor de".

Participa no disco dos Black Company.

(1) Entrou para o teatro dos Quatro onde actuou nas peças "Os Macacões" e "O Caso  da Mãozinha Misteriosa" (foi lançado o EP homónimo que contou com a participação de Adelaide Ferreira), ambas da autoria de José Carlos Ary dos Santos, onde apareciam nomes como Paulo de Carvalho e Fernando Tordo. Desse convívio e dessa mistura: dança, teatro e música, logo surgiu a oportunidade de gravar um primeiro single.

(2) «A segunda oportunidade de internacionalização aconteceu quando o manager da Madonna ouviu o álbum "Amantes e Mortais" e se interessou muito. Mas tudo acabou sendo inviabilizado economicamente pelo meu produtor executivo.» AF

(3) Com o nascimento da filha, Luana, achou que não devia passar tantas inquietações à criança. Queria concentrar-se apenas na criança, e optou por criar temas mais confortáveis. Por isso resolveu reunir as baladas todas num só disco.

DISCOGRAFIA
Entre Um Coco e Um Adeus (LP, Polygram,1986)
Amantes e Mortais/Fast And Far (2LP, MBP, 1989)
O Realizador está Louco (CD, Vidisco, 1996)
Só Baladas (Compilação, BMG, 1998)
Sentidos (CD, BMG, 2000)
Mais Forte Que A Paixão (CD, Farol, 2006)
O Melhor de Adelaide Ferreira (Compilação, Farol, 2008)

SINGLES
Meu Amor (Vamos Conversar os Dois)/Maria (O Dia Não Quer Nascer) (Single, Boom/Nova, 1979)
Espero por Ti/Alegria Em Flor (Single, Nova, 1980)
Baby Suicida/A Tua Noite (Single, Vadeca, 1981)
Bichos/Trânsito (Single, Vadeca, 1981)
Não, Não, Não/A Danada do Rock'n'Roll (Máxi, Polygram, 1983)
Quero-Te, Choro-te, Odeio-Te, Adoro-te/Instrumental (Single, Polygram, 1984)
Penso em Ti, Eu Sei/Vem No Meu Sonho (Single, Polygram, 1985)
Coqueirando (Single, Polygram, 1986)
Papel Principal (Single, Polygram, 1986)

COMPILAÇÕES SE
A Arte e a música (Compilação, Universal, 2004)

Colectâneas
Summer Star's (1985) - So Sad (Losing You)
Festa de Abril (1987) - Na Raíz da Memória 
Tribute To George Gershwin (1998) - They Can't Take That Away From Me
BB3 (2001) - Outro Sol
O Olhar da Serpente (2002) - O Olhar da Serpente

NO RASTO DE...
Luís Fernando é músico da banda de Luís Represas.

Tó Freitas esteve na banda até 1983. Necas fez parte da Banda Atlântida de Lena d'Água.

Biografia retirada de Anos80

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Alexandre Soares

Alexandre José de Medeiros Pereira Soares nasceu no Porto, em 15 de Junho de 1958. Na adolescência começa a tocar guitarra clássica. Aos 18 anos inicia-se na guitarra eléctrica. 

Durante algum tempo chega a tocar com os Pesquisa que vieram mais tarde a tornar-se nos Taxi.

Em 1980 estava a tocar sozinho em casa e à procura de elementos para formar uma banda. Encontra Vítor Rua e Toli César Machado com quem forma os GNR. Alexandre Soares  assumiu as vocalizações nos dois primeiros singles ("Portugal na CEE" e" Sê Um GNR"). 

Em 1981 toca com Vítor Rua e Rodrigo Freitas nos Pastorinhos de Fátima. 

Nos GNR lança ainda o máxi-single "Twistarte" e os LPs "Independança", "Defeitos Especiais", "Os Homens Não Se Querem Bonitos" e "Psicopátria".

Em 1986 foi co-autor, em conjunto com o seu irmão João Pedro Soares, da música para o bailado "Barcos Negros" que conquistou o primeiro prémio do Concurso Internacional de Bailado de Lisboa. 

No ano seguinte sai dos GNR devido a insatisfação com o trabalho no grupo.

Lançou o seu primeiro disco a solo em 1988. O álbum "Um Projecto Global", maioritariamente instrumental, incluía o tema "Luzes de Hotel" com letra de Pedro Ayres Magalhães.

Em 1990 compôs a música da peça "Coração na Boca", da autoria de Sam Shepard, com letras de Rui Reininho. Na peça participavam Xana, Ricardo Carmo e os actores Natália Luísa e Virgílio Castelo.

Nesse ano sofre um acidente de viação que o impede de tocar durante dois anos. Durante algum tempo dedica-se a fazer o som ao vivo dos Ban. Em 1992 entra para o projecto Song Experience que depois muda de nome para Zero. É com esta nova designação que é lançado o único álbum do grupo.

Ainda em 1992 é convidado a participar no álbum "Partes Sensíveis" dos Três Tristes Tigres. A primeira colaboração de corpo inteiro no projecto deu-se com a versão de "Anjinho da Guarda", incluída no disco de homenagem a António Variações, com arranjos e produção de Alexandre Soares.

Produziu uma intervenção sonora na instalação "Señor Estupor", de Javier Dias, para a exposição "La Imagen Frágil" da Fundación La Caixa (Barcelona).

Compôs também a música para o filme "Sapatos Pretos", de João Canijo e para uma curta metragem de Rui Simões.

Em 1998 foi considerado o compositor português do ano, pelo jornal Público, devido ao álbum "Guia Espiritual" dos Três Tristes Tigres. 

Em 1998, o seu projecto "Flight 2000" teve um tema num máxi da Kami' Khazz. O outro tema desse disco era dos Mute Life Dpt. 

Faz também a música original de "Buenas Noches, Mi Amor", com textos de Al Berto lidos por João Reis no Teatro Nacional S. João (1999).

Com "Vooum" iniciou a sua colaboração com a coreógrafa Né Barros e o Balleteatro. A Audeo lançou em 2000 o disco com a banda sonora de "Vooum".

A colaboração com Né Barros teve seguimento com "No Fly Zone" (estreado a 19 de Outubro de 2000) e "Exo" (2001).

Compôe a música para o filme "Ganhar a Vida", de João Canijo. Faz também a banda sonora do telefilme "Rádio Relâmpago" de José Nascimento.

Em 2003 assina a co-produção do disco de estreia dos Mesa. No Teatro Carlos Alberto (TeCa) é apresentado o espectáculo "Rua!" com música de Vítor Rua e que teve a participação de Alexandre Soares e Nuno Rebelo.

Assina a banda sonora da coreografia "Vaga" de Né Barros, em 2004.

A Audeo lança em 2005, no formato DVD, os espectáculos "No Fly Zone" e "Vaga", de Né Barros (direcção e coreografia), Alexandre Soares (música original) e Filipe Martins (DVD e montagem).

Começa um trabalho de colaboração com o músico Jorge Coelho.

DISCOGRAFIA
Um Projecto Global (LP, Polygram, 1986)
Vooum (EP, Audeo, 2000)
Cães aos Círculos (Ep, Borland, 2006) (com Jorge Coelho)

Colectâneas
República das Bananas (1996) - Fire Man (com Rui Fernandes/Hélder Gonçalves/Pedro Martins/António Cunha/Regina Guimarães)
Uma Outra História (2005) - Call Up (com Zé Pedro/Gui/Pedro Gonçalves/Jorge Coelho/Fred)
Borland (2005) -

COMENTÁRIOS
Eu não sou muito rápido a trabalhar. Há coisas que andam muito depressa mas, depois, existem pequenos pormenores que até podem não se notar em que ando meses à volta. Como gravo em casa, tenho de fazer tudo: ligar os cabos, sou técnico, electricista... Mas agrada-me mais assim. Tenho muito medo de ter de refazer tudo, dentro de um estúdio, em três semanas, com muito boas condições técnicas, mas com o contacto emocional todo trocado. A grande questão, quando estou a fazer música, é estar emocionalmente ligado aos temas que estou a trabalhar. A própria edição em «sampler» tem de ter um conteúdo emocional. Eu trabalho as máquinas como quem está a tocar guitarra. AS/1998

NO RASTO DE...
Alexandre Soares faz parte dos Três Tristes Tigres. O último disco editado foi a compilação "Visita de Estudo". 

Biografia retirada de Anos80

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Ana

A cantora Ana, de nome completo Ana Bela Alves, nasceu em Sintra no ano de 1954.

Estreou-se com o single "Sonha Comigo", editado pela Rossil em Outubro de 1980. O single foi um grande sucesso atingindo o galardão de disco de ouro.

Com o segundo single, "Quanto Mais Te Bato", com dois temas da autoria de Carlos Paião e produção de António Sala, volta a repetir o sucesso.

No ano de 1982 é lançado o single "Dama de Copas". Com o tema  "O Nosso Filme" participa no Festival da Canção da Rádio Comercial.

Grava em Londres um single com os temas "Tão Lindo" e "Começar" mas que obteve pouco sucesso.

Concorre ao Festival RTP da Canção de 1983 onde apresenta  o tema "Parabéns, Parabéns a Você" da autoria do madeirense Luís Jardim.

É lançado um novo single com os temas "Primeiro Beijo" e "Vem Depressa". Chega a disco de prata.

É editado novo single com "Alegria de Viver", um tema da autoria de Dino Meira.

O single "Laranja, Laranjinha" é editado no verão de 1985. Em Agosto de 1986 é editado o álbum "Tapete Voador - Os Sucessos da Ana Maria".

Assina com a editora Discossete. Com Luís Filipe grava os singles "Não Digas Mais Nada" (1986) e "Meu Bombom" (1987).

Em 1990 é editado o álbum "Só Mais Um Beijo" que contou com a colaboração de Ricardo Landum (ex-TNT, Ex-Ibéria).

Lança o álbum "Fazer de Mim Cetim" em 1991.

O álbum "Filha do Vento" é editado em 1992.

No ano de 1994 é lançado o álbum "Amor Bandido".

Regressa à editora Polygram que edita, em 1995, o CD "Doce Tropical" com temas como "Dança do Xuxu".

O álbum "Açúcar Moreno" é editado em 1997.

Novo disco, "Amor Divino", é editado em 1999.

Em 2001, a Universal lança a compilação "O Melhor de 2" com temas de Ana e Cândida Branca Flor.

A editora Farol editou em 2004 a compilação "O Melhor de Ana" com alguns dos maiores sucessos da sua carreira. A Universal lançou uma nova compilação na série "A Arte e a Música".

DISCOGRAFIA
(Compilação, 198)
Tapete Voador - Os sucessos da Ana Maria (LP, Polygram, 1986)
Só Mais Um Beijo (CD, Discossete, 1990)
Fazer de Mim Cetim (CD, Discossete, 1991)
Filha do Vento (CD, Discossete, 1992)
Amor Bandido (CD, Polygram, 1994)
Doce Tropical (CD, Polygram, 1995)
Açúcar Moreno (CD, , 1997)
Amor Divino (CD, , 1999)

SINGLES
Sonha Comigo (Single, Rossil, 1980)
Quanto + Te Bato/Mesmo Assim (Single, Rossil, 1981)
Dama de Copas (Single, Rossil, 1982)
O Nosso Filme (Single, Rossil, 1982)
Parabéns (Parabéns a Você) (Single, Polygram, 1983)
The Linde/--Começar (Single)
--Primeiro Beijo/Vem Depressa (Single, Polygram, 1983)
--Alegria de Viver (Single, Polygram, 1984/5)
Laranja, Laranjinha (Single, Polygram, 1985)
--Tapete Voador/Tapis Volant (Single, Polygram, 1986)
Queen Of The Night ... Satisfaction
Não Digas Mais Nada (Single, Discossete, 1987)
Meu Bombom (Single, Discossete, 1988)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Ana/Cândida Branca Flor (Compilação, Universal, 2001) 
A Arte e a Música (Compilação, Universal, 2004)
O Melhor de Ana (Compilação, Farol, 2004)

COMENTÁRIO
"Comecei por fazer uma balada, depois o rock, a música romântica e, agora, uma música mais romântica, o género onde pretendo estacionar durante algum tempo (...) sou uma pessoa versátil, não gosto de fazer sempre a mesma coisa." Ana / TV Top 1983

Biografia retirada de Anos80

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Anabela Duarte

Anabela Duarte fez parte dos W.C. Porno, grupo liderado por Farinha, que participou na 1ª edição do festival Só-Rock (Coimbra, 1981).

Ainda com Farinha esteve nos Ocaso Épico aparecendo no tema "Intro" [Memórias] da compilação "Ao Vivo No Rock Rendez-Vous em 1984". O último concerto com o grupo foi em Março de 1985 na sala do teatro A Barraca. 

Participa no tema "Apartheid Hotel" dos GNR, incluído no álbum "Os Homens Não Se Querem Bonitos". Em Julho de 1985 actua com o grupo na Aula Magna e esteve quase a ser vocalista dos GNR, em paralelo com Rui Reininho.

É convidada para os Bye Bye Lolita Girl, banda formada por alguns dos elementos dos extintos Ezra Pound. Tem também uma passagem rápida pelo projecto Moeda Noise.

Entra para os Mler Ife Dada mas os membros dos Bye Bye Lolita Girl reagiram muito mal à ideia de partilhar a sua vocalista com outro grupo. Exigiam uma exclusividade que pareceu pouco lógica à cantora pois a actividade da banda não era muita. Assim decidiu-se pelos Mler Ife Dada.

Em 1986,  os Mler Ife Dada participaram na compilação "Divergências" e lançam em single o tema "L'Amour va Bien Merci". Em 1987 editaram o álbum "As Coisas Que Fascinam" através da Polygram.

Alguém sugere que ela grave um disco de fado. A Polygram aceita e é gravado "Lishbunah". Neste disco pretendeu fazer um fado que nunca tivesse sido cantado ou tocado, que fosse inédito. 

Em 1989 lança o álbum "Espírito Invisível" com os Mler Ife Dada. Pouco tempo depois a cantora abandona o grupo.

Participa em vários concertos dos Duplex Longa  (em 1992 seria editado o disco "Forças Ocultas" que inclui as  colaborações de Anabela nos temas "Mar de Coral" e "Phado"). Canta e diz poemas de diversos autores portugueses utilizando um processador de voz. Participa no aniversário da editora Assírio & Alvim e actua no Jardim Botânico, em Lisboa, por ocasião do espectáculo "Nocturnos II". 

Colabora com Pedro Ayres Magalhães no espectáculo "Resistência As Primeiras Páginas (Canções Ilustradas)" apresentado, em Maio de 1990, na Feira do Livro de Lisboa. Anabela aparece a declamar enquanto as vozes são repartidas por Teresa Salgueiro e Filipa País.

Em 1990 participa no disco "Janelas Verdes" de Júlio Pereira. Nesse ano integra, como soprano, o coro do Teatro Nacional de S. Carlos.

Em Abril de 1991 actua em quatro espectáculos no Instituto Franco-Português, em Lisboa. Os concertos foram gravados pela RTP e o video do concerto, dirigido por Carlos Barradas, foi premiado na Europália 91.

Em Maio é editado um máxi-single (edição de autor com o apoio do IPJ) com os temas "Subtilmente", "Asiaouasi" e "Ela Ela". 

Ainda em 1991 foi lançado o álbum "Blue Turns to Grey", dos alemães Das Pferd, onde Anabela Duarte colabora nos temas “Espelhos D’Água” e "Estranho".

Parte para Itália onde faz cursos de canto lírico e participa em vários concertos. Passa a dividir o tempo entre Lisboa e Florença.

"O Horizonte Basta/Of Horizon Enough", editado pela Frenesi, em 1998, inclui a declamação de poemas de Hélder Moura Pereira e de Paulo da Costa Domingos. Trata-se de uma edição bilingue que inclui como oferta um cd-digital audio.

Em 1999, a AnAnAna lança o disco "Delito", onde são recuperadas as canções gravadas ao vivo em 1991, no Instituto Franco Português. Neste disco aparecem, com novos arranjos, três canções dos Mler Ife Dada. 

Em 2001, Anabela Duarte, depois de um período de recolhimento na procura de novas sonoridades, escolheu o site estudio54.com para divulgar os seus mais recentes trabalhos que há muito os seus fãs reclamavam. Iniciava-se assim a contagem decrescente para «uma espécie de tauromaquias musicais, mas sem sangue à vista; aliás o sangue é de vida e ferve em cada nota».

Em 2002 interpretou e criou música e sons para a peça de teatro improvisado ”O dia do desassossego”, de Fernando Pessoa, com direcção de Alberto Lopes e João Garcia Miguel.

A estreia ao vivo do projecto Anabela Duarte Digital Quartet ocorreu em Outubro de 2002 no Festival SonicScope 02.

O disco "Lishbunah" foi reeditado pela Universal em 2003. A mesma editora lança a compilação "Pequena Fábula" dos Mler Ife Dada onde aparece uma nova versão de "Zuvi Zeva Novi" que marcou o seu primeiro encontro com Nuno Rebelo após a saída dos Mer Ife Dada.

Colabora na compilação "Uma Outra História", promovida pelas lojas Fnac no âmbito do dia mundial da Música, onde aparece com uma versão do tema "Baby", dos Mutantes, que contou com a participação Mário Delgado, Alexandre Frazão e Zé Nabo.

"Blank Melodies" de Anabela Duarte Digital Duarte foi editado pela Zounds no início de 2005.

Em 2007 apresenta-se com "Machine Lyrique", um disco-concerto com canções possíveis e impossíveis de Kurt Weil e Boris Vian.

DISCOGRAFIA
Lishbunah (LP, Universal, 1988)
Subtilmente (Máxi, Sing Sing Records, 1991)
O Horizonte Basta (CD+livro, Frenesi, 1998)
Delito (CD, Ananana, 1999) 
Blank Melodies (CD, Zounds, 2005)  [com os Anabela Duarte Digital Quartet]

Colectâneas
Uma Outra História  (2004) - Baby

NO RASTO DE...
Anabela Duarte é professora de canto e tem apresentado ao vivo os espectáculos "Objogo" e "Máquina Liríca". Actualmente prepara um disco do seu projecto Anabela Duarte Digital Quartet

Biografia retirada de Anos80

sábado, 21 de outubro de 2017

Anamar

Ana Maria Alfacinha de Brito Monteiro nasceu na cidade de Lisboa. Estreou-se nos palcos aos 17 anos. Frequentava a Escola de Teatro do Conservatório Nacional quando decidiu partir com um amigo para Paris com destino a Londres. Acaba por ir parar à Suécia onde fica durante 9 meses. Em Gotemburgo forma uma banda punk, os Odd Combo, que cantavam em inglês. É aí que passa a ser conhecida por Anamar.

Vai finalmente para Londres. Logo depois regressa à Avenida de Roma e ao Conservatório. Entretanto foi Anotadora da RTP e abriu uma loja. Em 1982 começou como porteira do Frágil (1) onde esteve até 1985.

No ano de 1983 grava, para a editora Fundação Atlântica, o álbum "Cartas de Portugal", com a direcção musical de Pedro Ayres Magalhães e com letras de autoria de nomes como Miguel Esteves Cardoso e Paulo Bidarra.  O disco não chega a ser publicado sendo editado apenas um single com os temas "Baile Final" e "Lágrimas". 

Com Luís Madureira, seu professor de voz na altura, grava o tema "O Teu Amor Sou Eu", versão de um tema de Irving Berlin com letra em português de Miguel Esteves Cardoso.

Em 1984 colabora com António Emiliano no espectáculo "Alana" realizado no Frágil. Ainda nesse espaço participa no espectáculo "Coproduction" com produção de Manuel Reis e música de António Emiliano.

Participa na peça "O Parque", de Botto Strauss, levada a cena pelo Teatro da Cornucópia, onde contracenou com Eunice Muñoz. Com esse papel ganha o Prémio de Actriz Revelação de 1985.

Em 1986 é um dos nomes que aparecem na compilação "Divergências" da Ama Romanta que lança também, em Março de 1987, o máxi-single "Amar por Amar".

No filme "Repórter X", de José Nascimento, aparece como actriz e interpreta o tema "Dor d’Alma" da autoria de Sérgio Godinho. Outros filmes em que entra, neste período, são "Crónica dos Bons Malandros" e "Um Adeus Português".

Em 1987 é lançado o álbum "Almanave", uma edição da Polygram,  onde aparece uma nova versão de "Canção do Mar". Para promover o álbum, que chegou a disco de prata, foi agendado um concerto a solo no Coliseu de Lisboa: "A noite de 13 de Novembro foi de consagração para uns, mas para muitos outros de descalabro."

Colabora com António Emiliano na banda sonora do bailado "13 Gestos para um Corpo" de Olga Roriz na Gulbenkian.

Em 1989 regressa aos discos com o álbum "Feia Bonita" que contou com a direcção musical de José Peixoto e participações de Nuno Rebelo e do guitarrista Mário Delgado. O disco inclui temas como "Feia Bonita", "Ilha" e "Afinal".

Anamar foi mãe, e a sua carreira artística passou para segundo plano. A partir daí as suas aparições públicas tornaram-se raras, surgindo apenas no filme "Vida Normal" (1994) de Joaquim Leitão e na peça "O Ensaio".

Em 1997 é editado pela BMG o álbum "M" com produção de André Louro de Almeida (ex-Croix Sainte). (2) Este projecto é apresentado num concerto que decorreu na Estufa Fria, em Lisboa. 

É aliciada por Tiago Torres da Silva a gravar um novo disco, dito de voz, onde estava prevista a recuperação de temas gravados para a editora Ama Romanta e inéditos de Torres da Silva, de Pilar e da brasileira Tete Espíndola.

No final de 2000, a convite de Torres da Silva, realizaram-se dois concertos "SMS8" em colaboração com Pilar e Né Ladeiras. Os concertos são um enorme sucesso mas não se voltariam a repetir apesar da promessa que ficou na altura.

O disco "Ao Vivo - com Pilar, Né Ladeiras e Anamar" é editado em 2002 pela Zona Música.

Em 2003 participa no espectáculo-concerto "Wild Cabaret", que ocupou o Teatro São Luiz, onde faz o papel de Rita Hayworth.

A Universal (ex-Polygram) lança em Maio de 2003 o disco "Afinal", uma antologia com 17 temas da sua carreira discográfica.

O disco "Transfado" foi editado pela CNM em Outubro de 2004. O disco subintitulado "Fado Tango e Alma Lusa" conta com Daniel Schvetz no piano, Luís Petisca na guitarra portuguesa e Ricardo Cruz no contrabaixo e percussão.

(1) A irreverente e muito british cantora, esteve à porta do Frágil entre 1982 e 1985 e lá voltou mais três vezes, duas ainda na década de 80 e a última em 1993. A sua passagem coincidiu com o aparecimento dos grupos líderes das noites, o que em parte lhe facilitou a tarefa, já que todos se conheciam. Mesmo assim, teve de recusar muitas entradas a quem não fazia parte dos "clientes habituais". (DN)

(2) "Assumimos as dívidas porque licenciámos o disco, mas a contrapaga era um contrato para a gravação de mais dois CD. A atitude da editora na promoção do M não funcionou. (...) Talvez fosse um disco fora de tempo, embora tivesse sido reconhecido na crítica. Mas a verdade é que não aconteceu. A/DN

DISCOGRAFIA
Baile Final/Lágrimas (Single, Fundação Atlântica,1983)
Amar por Amar (Máxi, Ama Romanta, 1987) (com os temas Roda e Ana no lado B)
Almanave (LP, Polygram, 1987)
Feiabonita (LP, Polygram, 1989)
M (CD, BMG, 1997)
Ao Vivo - com Pilar, Né Ladeiras e Anamar (CD, Zona Música, 2002)
Afinal (Compilação, Universal, 2003)
Transfado (CD, CNM, 2004)

Colectâneas
Divergências (1986) - Roda


ANAMAR POR ANAMAR
Radiografia dos discos que Anamar deixou gravados ao longo de 20 anos, agora compilados em «Afinal», feita pela própria em discurso directo.

«o primeiro disco que gravei não existe, foi um single gravado numas máquinas nos Estados Unidos da América. Eram duas canções do folclore português, uma do Alentejo e outra da Beira. Provavelmente foi o meu primeiro "frisson" musical...».

«o segundo disco também não consta. Foi um dueto com o Luís Madureira, meu professor de voz na altura, num exercício pimba de apropriação de uma música do Irving Berlin com letra em português do Miguel Esteves Cardoso. Resumível na expressão "olha para nós cultos e modernos a brincar ao kitsch do musical americano passadista". Tem um registo de voz bastante irónico, muito agudo, muito menina, é o oposto do que eu sou».

«Cartas de Portugal» (LP Fundação Atlântica, 1983). Produzido por Pedro Ayres Magalhães, o álbum nunca saiu e apenas o single «Baile Final» foi editado.

«É um bocadinho uma erupção do vulcão, que tem em si todo o potencial destrutivo que uma erupção tem mas que resulta, no caso, num fertilizar dos campos que permitiram ter o estofo e a ousadia e a capacidade criativa para avançar na música. Nunca gravei nenhum disco em condições tão fantásticas: três meses no grande estúdio da Valentim de Carvalho, com músicos óptimos, fantásticos... E saiu uma merda (risos). O disco nunca saiu, e o "Baile Fina!" sobrevive por várias razões, para mim porque é o tema desse disco no qual consegui cantar como eu era na altura».

«Amar por Amar» (máxi Ama Romanta, 1986)

«É claramente o início da aventura. É o disco mais marcante para mim, porque foi feito com muito poucos meios, muito depressa, com gente muito talentosa, numa mistura que na altura era bastante imprevisível».

«Almanave» (LP Polydor, 1987)

«O momento do "boom", ligado às multinacionais, aos patrocínios. Se bem me lembro, só o Rui Veloso e eu tínhamos patrocínios, e fomos apelidados de vendidos. Enquanto grande produção diz claramente que quero estar no centro das coisas e não num percurso à margem. E foi a experiência de fazer um disco normal, coisa que não tinha acontecido para trás. Foi também o início da relação com o Tozé Brito. Embora musicalmente não tenhamos nada a ver um com o outro, a nível de cumplicidade musical e na generosidade que ele tem de dar espaço ao que é novo, é uma pessoa fundamental».

«Feiabonita» (LP Polydor, 1989)

«É um disco em que tive ainda mais meios, o privilégio de trabalhar com o José Peixoto e começar a minha relação com o José Fortes. É eventualmente o disco com melhor som da minha carreira e foi gravado debaixo de uma tempestade pessoal: separei-me, tinha dois bebés, estava a gravar o disco, mãe sol- teira... O disco saiu e não teve continuidade ao vivo como teria que ter tido. A nível pessoal caiu o Carmo e a Trindade, e com dois gémeos à mistura tratava-se de criar condições para que os gémeos existissem. "Feiabonita" morreu na praia. E a seguir vem um período de silêncio muito grande, que se justifica por essa vida pessoal que  tinha de ser reconstruída.»

«M» (CD RCA, 1997)

«Nasce na pior altura a nível de circunstâncias externas, mas numa altura !m que sinto absoluta necessidade de pôr cá para fora algo que correspondesse a uma dimensão espiritual da música, que não havia nos discos anteriores. Se o mercado fosse outro que não o português, que é estreito, poria este disco num circuito como o da Enya... Acontece que saiu numa BMG que passado muito pouco tempo se desintegrou. E esse desintegrar fez com que as coisas caíssem por terra».

«Ao Vivo» com Né Ladeiras e Pilar (CD Zona Música, 2002). Registo do concerto ao vivo «SM 58», realizado no final de 2000.

«Uma experiência ao vivo magnífica, às portas do céu... É a boa surpresa que vem de fora e que me desencaminha. O convite do Tiago Torres da Silva para fazer esse espectáculo ocorreu numa fase da minha vida em que eu estava quase a achar que se calhar vivia bem sem o palco, sem a música. Tudo se conjugou para que fosse um processo fácil e lúdico, de puro prazer, e portanto deixou um testemunho que não posso ignorar. Depois a ausência de promoção do disco - que não é inteiramente da responsabilidade da editora e teve a ver com uma incapacidade de nós as três estarmos disponíveis ao mesmo tempo para fazer o que era preciso ser feito - é uma pena. Para mim é uma edição que cai num vazio pelo facto de ser quase inexistente para o público».

«Afinal» (CD Universal, 2003)

«É a chave da ignição».  

ARTIGO DE JORGE MOURINHA / BLITZ, 09/06/2003
[Em relação a Espectáculos, Anamar não esquece o “Coproduction” no bar Frágil, as jam sessions no bar Bain Douches em Paris, a estreia do canto em português no bar Anikibóbó no Porto, os loucos concertos no Rock Rendez Vous, e, concerteza, o polémico espectáculo de lançamento do disco “Almanave” no Coliseu dos Recreios de Lisboa.]

«Quando fiz os primeiros discos, era identificada pelo estereótipo da puta. Quando fiz o "M", poderia ser identificada com o estereótipo da santa. Acontece que nunca fui puta nem santa...» Anamar, Diário de Notícias, 2000

«Na primeira fase da minha carreira desiludi-me com o exterior. Na segunda desiludi-me com o interior» Anamar, Público, 2000

«"Só Ana", baseado no Fado Estoril e com uma letra autobiográfica: "É desconstrutora da Anamar distante, é só Ana. Fui completamente impotente para mudar as imagens que as pessoas criam: a Anamar fatal, mulher da noite, dama dos limiares, etc, era imutável. Neste disco mostro que, atrás dessa, está a 'só Ana', que brinca.» Anamar, Público, 2004

Filha de um pediatra, a cantora contou que, quando era pequena, o seu pai lhe dizia algo que a moldou para a vida. "Quando eu fazia algum disparate, a minha mãe tendia a ter uma atitude muito protectora, e eu perguntava-lhe por que razão é que os pais têm de mandar nos filhos, porque é que eu não podia mandar em mim. Ao que o meu pai respondia: ‘Podes mandar em ti se souberes cuidar de ti própria. Se tu decidires bem, eu não vou, de maneira nenhuma, contrariar-te.’ Essa foi uma lição de liberdade responsável que nunca mais esqueci", adiantou. Da mãe, por seu turno, Anamar aprendeu algo muito "bonito": "Ela dizia-me que tudo o que existia vivia. As mesas, os copos, tudo tinha vida própria. Estimulou-me muito a nível criativo e artístico, e eu tento fazer o mesmo com os meus filhos." (C/2001)

Anamar acredita que através da arte, da música e do espectáculo se pode intervir na realidade, que cada pessoa pode ser criativa, verdadeira, responsável e fiel a si própria. (Press-release 2004)

NO RASTO DE...
Mas, mesmo que a música continue ou não, avancei por uma outra área profissional: a da produção de conteúdos de audiovisual e Internet, onde encontro alguma auto-realização. Mas é verdade que o bicho de palco que sou continuava a sentir que haveria algo para cumprir. (DN/2000)

É empresária de conteúdos e autora de guiões para cinema, televisão e publicidade. (C/2001)Actualmente integra o projecto BloomArt como artística plástica.

Biografia retirada de Anos80
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