quinta-feira, 29 de junho de 2017

Margem Sul


BIOGRAFIA
Banda de Corroios, Seixal, formada por Paulo Marreiros (voz e guitarra), o ex-Aqui d'el-Rock Carlos Cabral (guitarra), Luís Cabral (baixo) e Bruno Bernardo (bateria).

"Tempos Difíceis", "Pelas Ruas da Cidade", "Princesa", "Distância" e "Ilha" são os temas da maqueta "Primeiros Passos" de 1987.

Em 1988 participaram no Concurso de Música Moderna do RRV onde foram um dos grupos finalistas. O tema "Pelas Ruas da Cidade" aparece na colectânea "Registos de MMP" com bandas desse concurso.

Ainda chegaram a gravar um disco mas que nunca viu a luz do dia.

DISCOGRAFIA
Colectâneas
Registos (1989) - Pelas Ruas da Cidade

NO RASTO DE ...
Os irmãos Cabral têm um dos melhores estúdios da margem sul, o Boom Studio.

Paulo vive no Algarve e canta e toca ocasionalmente com os Últimos Suspeitos.

Bruno Bernardo tocou nos Loja de Neons, Urban Assault e Toxina.

Informação retirada daqui

terça-feira, 27 de junho de 2017

Mário Mata


BIOGRAFIA
Mário Mata nasceu em 2 de Setembro de 1960, em Luanda (Angola). Em Agosto de 1974 vem para Portugal continental fixando-se em Portimão. Reparte a casa entre várias localidades do Algarve.

A primeira aparição fora do circuito dos bares ocorreu em Dezembro de 1980 no Programa "Febre de Sábado de Manhã", realizado no Cinema Nimas, com o tema "Não Há Nada P'ra Ninguém". Em 1981 estabiliza-se definitivamente em Lisboa. 

"Não Há Nada P’ra Ninguém" é lançado em single e torna-se um dos maiores sucessos desse ano. É também lançado o álbum com o mesmo nome.

Em Maio de 1981, Mário Mata participou no programa "Febre de Sábado de Manhã" de homenagem ao jogador ArturMário Mata que levou 45.000 pessoas ao Estádio de Alvalade. 

Em 1982 é editado o álbum "Não Mata Mas Mói" e o single "É Pr'a Desgraça". No ano seguinte é lançado "Que Grande Seca", um novo single. 

É editado o LP "Deixa-os Poisar". Em 1986 lança os singles "Nunca Mais É Sábado" e "O Puto". Um dos convidados das gravações foi Jorge Palma ao Piano.

Participa no Festival RTP da Canção de 1987 com "É do Stress" que fica em 5º lugar.

Em 1994 lançou o CD "Somos Portugueses" que obteve algum sucesso popular com o tema título.

Depois de uma longa pausa regressou, em Julho de 2004, com o álbum "Dupla Face". O disco inclui uma nova versão de "Não Há Nada P’ra Ninguém" e outros temas como "Eu Vou À Bruxa", "Miúda Triste", "Fiquei Tão Bem" ou "Dupla Face".

Em 2006 foi um dos nomes presentes no concerto comemorativo do programa "Febre de Sábado de Manhã".

DISCOGRAFIA
Não Há Nada P’ra Ninguém (LP, Polygram, 1981)
Não Mata Mas Mói (LP, Polygram, 1982)
Deixa-os Poisar (LP, Discossete, 1986)
Somos Portugueses (CD, Vidisco, 1994)
Dupla Face (CD, Ovação, 2004)

SINGLES
Não Há Nada P’ra Ninguém/Não Te Cures Não (Single, Polygram, 1981)
É P'rá Desgraça (Single, Polygram, 1982)
Que Grande Seca (Single, 1983)
Nunca Mais É Sábado/Amanhã É Um Novo Dia (Single, 1986)
O Puto/Não Sei o Que Se Passa (estou a Ficar Sem Massa) (Single, 1986)
Noites de Lisboa/Chaves do Carro (Versão Disco) (Single, Vidisco, 1995)

COMPILAÇÕES SE
O Melhor de 2 - Dina e Mário Mata (Compilação, Universal, 2001)

NO RASTO DE...
O músico mantém um blog em http://www.prosasquerimam.blogspot.com

Informação retirada daqui


domingo, 25 de junho de 2017

Mata Ratos


BIOGRAFIA
O grupo formou-se em 1982. A formação original incluía o vocalista Jorge "Morte Lenta" Leal, o guitarrista Pedro Coelho, o baixista Pinela  e o baterista Jó (Jorge Cristina).

As aspirações tornaram-se  mais profundas em 1988. Nesta altura, o grupo era constituído por Miguel Newton (voz), Pedro Coelho (guitarra), Cascão (baixo) e Jó (bateria).

A primeira edição oficial dos Mata-Ratos foi a maqueta homónima, edição da Raticida Records, gravada em 1989. Oito temas entre os quais "A Minha Sogra é Um Boi" , "O Eterno Enrabado" e "Jardim da Celeste". A cassete venderia cerca de 700 cópias.

Em 1989 concorrem ao 6º concurso do Rock Rendez-Vous mas são afastados da final. 

O grupo assina pela EMI-VC. Em Maio de 1990 gravam em Paço de Arcos o seu álbum de estreia com produção de Paulo Pedro Gonçalves.

"Rock Radioactivo" é editado em Julho de 1990. O disco, com clássicos como "A Minha Sogra é Um Boi", "Xavier" e "Armando É Um Comando",  atinge o 5º lugar do top português e vende mais de 6 mil cópias.

Em 1990, Cascão e Jó saem e o grupo está vários meses sem ensaiar. Entram Cenoura (baixo) e Alberto (bateria). Em Agosto de 1991, João Brr entra para o lugar de Cenoura.

Em Dezembro de 1991 gravam cinco temas ("Xu-Pa-Ki", "Expulsos do Bar", "Paralisia Cerebral",  "Aníbal Caga Tudo" e "Tira, Enrola e Come") para apresentar à editora. A EMI não aceita os temas e o grupo rescinde o contrato.

Em 1993, Moles e Delfin entram para os lugares de Brr e de Alberto.

"Expulsos do Bar",  EP em vinil  com os temas gravados em Dezembro de 1991, é editado em 1994. No ano seguinte foi editado (reedição em vinil cinzento) na Alemanha pela editora Street Beat.

Ainda em 1994, a Drunk Records editou um split-CD com temas de Mata-Ratos, Pé de Cabra e Garotos Podres. O registo incluía três dos cinco temas do EP "Expulsos do Bar" mais oito temas gravados ao vivo.

Em 1995 foi editado o disco "Estás Aqui, Estás Ali". Os Mata-Ratos, em conjunto com o grupo brasileiro Garotos Podres, fazem uma digressão pela Alemanha de forma a promover este novo disco. As duas bandas lançam o split EP "Bebedeiras & Miúdas Tour 95" (Walzwerk).

Em 1996,  Vieira entra para o lugar de Delfin e Gordo Metralha substitui Moles.

"Xu-Pa-Ki 82-97", uma edição limitada, comemorativa dos 15 anos de carreira do grupo, é editada em 1997. A compilação inclui temas do EP "Expulsos do Bar", temas incluídos na compilação "Vozes da Raiva", músicas ao vivo e músicas das primeiras maquetas. 

Em Outubro de 1997, os Mata-Ratos gravam o disco "Sente o Ódio". A seguir à gravação deste disco, Pedro Coelho decide sair do grupo.

"Sente o Ódio" só seria editado em 1999, através da Alarm! Records (subsidiária da Guardians Of Metal). O disco inclui 12 temas entre os quais, "Festa Tribal", "Entre Os Destroços" e "Leis de Merda".

Ainda em 1999 é editado, pela francesa Crânes Blasés, o 7'' EP "Crime", gravado já com a nova formação. Trata-se de uma edição limitada a 555 cópias (vinil colorido) que inclui um tema inédito e três antigos.

No ano de 2000, o grupo grava, no formato CD-r, "Por Um Punhado de Ratos" (B.A.R. Prod).

É editado um split-CD, de Mata-Ratos e Urban Crew, em 2002. Em Novembro de 2002 andam em tournée (Portugal, França, Espanha e Bélgica) com os The Suspects.

Em Setembro de 2003, a Rastilho edita um EP em Vinil com 4 temas (três inéditos e um tema gravado ao vivo). A edição de "Deus, Pátria e Família" é limitada e numerada a 525 cópias. A formação actual inclui Miguel Newton (voz), Bacala (bateria), Bibi Ramone (baixo) e Arlock Dias (guitarra).

Participam no disco "Hangover HeartAttack" de tribito aos Poison Idea.

Bacala e Bibi saem e dá-se o regresso do baterista Ricardo Vieira e a entrada de Arlock Esteves para o baixo.

O álbum "És um Homem ou és um Rato" é editado em Junho de 2004 pela Ataque Sonoro.

Em 2005 é editado "Festa Tribal" gravado ao vivo em Martingança (Maceira/Leiria), em 24/04/05, que agrupa 20 temas do grupo. O registo inclui ainda um cd-extra com conteúdos multimédia.

Regressam em 2007 com novo disco. Em 2010 é editado um disco de tributo aos Mata Ratos.

DISCOGRAFIA
Rock Radioactivo (LP, EMI-, 1990)
Expulsos do Bar (EP, Drunk/Fast'n'Loud, 1994)
Estás Aqui,  Estás Ali! (CD, Drunk/Fast'n'Loud, 1995)
Xu-Pá-Ki 1982-1997 (Compilação, Drunk/Fast'n'Loud, 1997)
Sente o Ódio (CD, Alarm! Records, 1999)
És Um Homem Ou És Um Rato? (CD, Ataque Sonoro, 2004)
Festa Tribal (2CD, Rastilho/Compact, 2005)
(CD, 2007)

SINGLES
Mata-Ratos, os Pé de Cabra e Garotos Podres (Split Cd, Drunk, 1994)
Bebedeiras e Miúdas Tour 1995 [Mata-Ratos/Garotos Podres] (split 7´´, Walzwek, 1995)
To The East And To The West - Portugal Vs. Czchec Republic (7"EP, Bastard Rec./Fast'N'Loud, 1998)
Crime (7'', Crânes Blasés, 1999)
(LISBONNE VS. PARIS) Mata-Ratos/Urban Crew (Split-CD, Bords du Seine, 2002)
Deus, Pátria & Família (7'' EP, Rastilho, 2003 )

Colectãneas
Vozes da Raiva Vol. 1 [Drunk] (1994) - Xu-pa-ki/Expulsos do Bar/Paralisia Cerebral/ O Teu Funeral/Inocente o Doente/Vozes da Raiva/Festa Tribal/Jardim da Celeste/Carnes No Inferno/Os Mortos Também Dançam/Crime
Play It Loud [Fast'N'Loud] (1995) - Paralesia Cerebral
Oi! Um Grito de União [Rotten] (1995) -  
Vozes da Raiva 2 (1995) - 7 Dias Uma Vida/O Porco Que .../Zebedeu/Pequenas Hemorróidas/O Eterno Enrabado
Songs About Drinking [Too Many Records] (1996) - Expulsos do Bar
We Are The Bois! [Bronco Bullfrog] (1996) - Zebedeu / O Eterno Enrabado
Caught In The Cyclone [Cyclone] (1997) - Napalm na Rua Sésamo
Caos Em Portugal [Fast'N'Loud] (1997) - Aníbal Caga Tudo / Pedra No sapato
Scene Killer! [Outsider] (1998) - O Eterno Enrabado
Hangover HeartAttack - A Tribute to Poison Idea [Ataque Sonoro] (2003) - Drain - A Verdade Por Trás
Rock'n'Riots (2004) - No Meu Sonho Era o Figo/*
A Portuguese Nightmare [Raging Planet] (2004)

NO RASTO DE...
Pedro Coelho e João Brr formaram os Anti-Clockwise.


Informação retirada daqui

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Biografia de Frédéric Chopin

segunda-feira, 19 de junho de 2017

sábado, 17 de junho de 2017

Biografia de Beethoven

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Biografia dos Beatles

terça-feira, 13 de junho de 2017

Biografia de Chopin

segunda-feira, 12 de junho de 2017

M'As Foice


BIOGRAFIA
Os M'As Foice são actualmente um dos projectos mais interessantes que existem neste país e provam que imaginação e técnica são coisas que não lhes faltam. Fazem-nos sentir orgulhosos da música feita em Portugal. Quem ainda não os viu ao vivo, perdeu uma boa dose de humor, de saber estar em palco, de saber como se faz um bom espectáculo.

Recentemente tocaram mais uma vez no Rock Rendez-Vous e mais uma vez deram um excelente espectáculo, coisa rara nos grupos portugueses. O início sarcástico do "Mário Guia Um Veículo Sem Luzes"(1) foi brilhante, assim como o foi o modo como eles se apresentaram em palco, inovando mais uma vez e mostrando o filão de ouro que está ali para ser explorado. Quem conseguirá esquecer  a divertida performance de JêPê, a mostrar às sopeiras que estavam junto ao palco como se lavava o chão do Rock Rendez-Vous. Quem conseguirá esquecer  todo aquele humor negro?Foto de João Tabarra

Os M'As Foice são sete rapazes, provenientes de coimbra. Os seus nomes: Sérgio (guitarra), Alex (guitarra), João Paulo (bateria), Nito (voz), Miguel (baixo), Tony (coros e performance) e JêPê (performance). Na primavera de 1989, compilaram numa cassete para amigos alguns dos seus temas, limitados claro por meios técnicos mas não suficientes para impedir o seu sucesso junto do ouvinte. Deram-lhe o nome de "Super Máxi 89". Edit Mixes do hino nacional, António Sala, Júlio Isidro, entre outros, abre o Lado A deste futuro megamáxi (desta vez, em vinil, espera-se)(3). Remixes samplados fazem também de separadores entre as músicas. Estas, excelentes ensaios de como se deve ser irreverente, original e competente tecnicamente, provocam no ouvinte uma sensação de...como que... O destaque vai particularmente para "Galinheiro", "Martelo e Foice", "Coca Cola Billy" e "É".(4) Ao vivo, foram também excelentes os temas "Ónião" e "Fado do Tony".

Miguel Cunha, Blitz 28-11-1989

(1) Foram injustamente afastados da final do Concurso de M.M. do Rock Rendez-Vous, quando mereciam ter alcançado o lugar cimeiro. (MC)

(2) «...deste o início do grupo que estava dentro de nós aquele espírito de nos divertirmos em Palco (...) Inicialmente o performer era para actuar numa música, depois em várias e no fim acabou por ficar sempre. (...) Mas essas performances não são pré-planeadas, elas saem do improviso, acontecem naturalmente. Leva-se uma ideia que depois se desenvolve em palco. É por isso que nos faz divertir, porque todas as vezes é diferente.» M'As Foice / Blitz

(3) Venceram um concurso organizado pela RUC cujo prémio era a gravação e edição de um máxi-single. O disco que deveria chamar-se "Super Maxi" foi gravado mas não chegou a ser editado. O grupo acabou em 1991 porque tinham decidido que o grupo só existiria enquanto se divertissem.

(4) «As letras são muito básicas. É mesmo aquilo - nha, nha/nha, nha, nha - não têm nada de épico, não têm nada de Luís de Camões, mas é mesmo assim, é M'as Foice. Fala-se do dia-a-dia, das pessoas de Coimbra. Há letras que até nem falam de nada. Que são a gozar com as próprias letras. Por exemplo "Coca Cola Billy" fala do Bar Moçambique e das pessoas que o frequentam, "Cu Nimbriga de Morcegos" fala das festas académicas de Coimbra e dos estudantes, "É (Mas foi-se)" é um instrumental...»  M'As Foice / Blitz

DISCOGRAFIA
Umas Fitas dos Émasfoi-se K7s Perdidas (CD, Lux, 2005)

Colectâneas
Insurrectos (1990) - Yuppie Yuppie, lálálá
Ruc 10 anos sempre no ar (1996) - Galinheiro

NO RASTO DE...
Sérgio Cardoso fez parte da formação inicial dos Tédio Boys. Esteve também nos Tomtom Macoute e nos FDP (Foragidos da Placenta). Está nos The Wray Gunn desde 1999.

Alex Magno fez parte dos Lordose, que viriam a dar origem aos Belle Chase Hotel, e dos Eden.

João Paulo Camilo fez parte dos Primus Inter Pares e Carne de Porco. Toca em grupos de baile.

Miguel Falcão esteve alguns anos nos Caffeine. Actualmente é músico de jazz.

Tony Fortuna era o vocalista dos Tédio Boys. Faz parte dos d3ö.

Cristina Sousa fez parte dos Voodoo Dolls.

Informação retirada daqui

domingo, 11 de junho de 2017

Mau-Mau


BIOGRAFIA 
Os Aqui d'el Rock foram o único grupo punk-rock português a editar em fins da década de 70 apesar de terem estado previstas edições de Faíscas e Minas & Armadilhas. Grupos como Xutos & Pontapés só gravariam mais tarde.

Em fins de 1981, O grupo de Fernando, Serra, Óscar e Alberto muda de nome para Mau Mau e assinam com a Rotação para a qual gravam um single com os temas "Vietsoul" e "Xangai".

--- Durante o período de existência da banda, passaram pelos > reg... os seguintes elementos: a > let... Óscar Martins voz e guitarra u > imp... jc Serra bateria m > ent... Fernando Gonçalves baixo e voz de apoio a > ext... Alberto Barradas guitarra e voz de apoio u > índ... Carlos Cabral guitarra "jc Serra - Eu acho pessoalmente que o grupo não vai durar muito tempo..." (in "Música & Som" nº 46 de Abril de 1979)

Integravam a banda na sua formação original, a que se apresentou no seu 1º concerto no C.A.C.O. (Clube Atlético de Campo de Ourique), os já referidos Serra (bateria) e Fernando (baixo), o Alfredo Pereira (guitarra), os três que já faziam parte de uma formação anterior (Osiris), e o Óscar Martins (voz e guitarra), colega do Alfredo na Faculdade de Economia de Lisboa (I.S.E.) Em meados de 1978 gravam um 1º single que incluía o mítico “Há que violentar o sistema” e a apresentação oficial no já referido espectáculo no C.A.C.O. Seguiu-se um período de grande actividade onde o grupo gravou o 2º single, participou em programas das principais rádios nacionais (Renascença e Comercial), e actuou em vários espectáculos de norte a sul do país, nalguns até dando a mão a algumas das bandas que tentavam despoletar, nomeadamente: - UHF com o concerto no salão da cervejaria “O Canecão” em Cacilhas, Almada. - Os Faíscas e UHF na discoteca “Browns” em Alvalade, Lisboa. - Xutos & Pontapés e Minas & Armadilhas na escola “D. Pedro V” em Sete Rios, Lisboa. - Festival rock luso/espanhol, conjuntamente com os portugueses Tantra e duas bandas do país vizinho no estádio do Sporting Clube Farense, Faro. Festas de finalistas, primeiras partes de concertos de grupos estrangeiros, festas de cariz popular, etc. Efectuam a 1ª parte do 1º concerto de uma banda punk internacional em Portugal, os Eddie & Hot Rods no Coliseu de Lisboa em 1979. Na passagem para a década de 80 dá-se a crise de crescimento da banda, que coincide mais uma vez com a falta de local para ensaiar, com o final de curso e a entrada no mercado de trabalho dos elementos estudantis e com a necessidade de evolução do som do grupo. Sai o Alfredo e entra de imediato o Carlos Cabral – “Carlitos Police” (guitarra) e mais tarde o Alberto Barradas (guitarra e voz). E é já em plena década de 80 que finalmente conseguem alugar um estúdio de ensaio em Odivelas, o mesmo aonde trabalhava a Go Graal Blues Band, onde o colectivo se lança num imenso trabalho de composição e onde de uma forma quase insaciável, procura desenvolver as ideias que cada um dos elementos vai apresentando para se alcançar o desejado objectivo de construção de um novo reportório, assente numa nova estética musical. Todas estas mudanças impuseram novos figurinos em várias vertentes e uma necessidade de mudança até no nome da banda, que a liberta-se de um certo estigma que a ligava ao movimento punk e que acabava por lhe restringir algum espaço, que parecia tão necessário ao seu crescimento. Definitiva e envergonhadamente desapareciam os Aqui d’el-Rock e surgiam no seu lugar os Mau-Mau. Carlos Gonçalves – “Ultravioleta” (voz),faz parte da formação que ajuda a suprir a falta do Carlitos “Police”, impedido pelo serviço militar, aquando das primeiras partes dos concertos de Lene Lovich no Porto e em Cascais, no âmbito da celebração do 1º aniversário do programa de rádio Rock em Stock, em Maio de 1980: - Wilko Johnson & the Solid Senders e Xutos & Pontapés no Pavilhão do Restelo, Lisboa. - Cheap Trick na Nave de Alvalade, Lisboa. - Maratona do rock do jornal "Musicalíssimo" no Pavilhão de Feiras do Cevadeiro, Vila Franca de Xira. - Go Graal Blues Band na sede do Clube Oriental de Lisboa. - Concerto a solo no "Rock Rendez-Vous", Lisboa. - Concerto a solo na Escola Náutica de Paço d’Arcos, com produção de Manuel Cardoso (Tantra).

 Em 1982 chegava a fase decisiva da vida dos ex Aqui d’el-Rock, agora Mau-Mau, com a gravação e edição de um single, cujos os dois temas revelavam alguma da imaginação dos seus restantes quatro elementos, Fernando, Serra, Óscar e Alberto. “Xangai” no lado A, um tema construído em contratempos cujo o canto é feito sem recurso a líricas e “Vietsoul” no lado B, que como o próprio nome indica é cantado em inglês e que contou com a especial participação de João Allain (Go Graal Blues Band), no solo de guitarra. A edição foi efectuada pela etiqueta "Rotação", propriedade do conhecido locutor de rádio António Sérgio, que também assinou a produção e que manifestou mais uma vez a sua pouca consideração pela banda, ao efectuar as misturas sem a presença de qualquer elemento da mesma, contrariando o que havia sido estipulado. Aliás este foi o seu segundo acto de pouca lisura para com o grupo, pois já anos antes havia proferido de uma forma nada corajosa, declarações difamatórias da banda durante um seu programa na Rádio Renascença. Estes dois temas ainda serviram de inspiração ao apresentador de televisão Júlio Isidro, que os colocou como pano de fundo de um dos episódios dominicais do seu programa televisivo “O Passeio dos Alegres”, mas funcionaram como o canto do cisne da própria carreira. Efectivamente o grupo nunca foi capaz de assumir o profissionalismo que se impunha e traçar um rumo definido e definitivo, que o fizesse ultrapassar as dificuldades e o ajuda-se a impor no meio musical português, já de si pequeno, confuso e numa fase de muita competição. Por essa ocasião ainda, acentuaram-se as já notórias diferenças de expectativa de vida no seio dos elementos do colectivo, que aprofundaram o crescente défice de articulação, de liderança e de ambição, causas principais

DISCOGRAFIA
Xangai/Vietsoul (Single, Rotação, 1982)

NO RASTO DE ...
Referência à iniciativa que o Óscar e o Alberto tentaram empreender logo depois (1984/86), à do Fernando também em parceria com o Alberto sob o título de Imortal Cancer (1987/90), às do Carlitos “Police” Cabral, quer como membro fundador dos extintos Margem Sul, quer como sócio do estúdio de gravação/produção - Boom Estúdio, à participação do Carlos “Ultravioleta” Gonçalves no grupo Raindogs como vocalista, à participação (final de 2005) do jc Serra na gravação de 1 EP dos Clockwork Boys que incluiu uma nova versão do clássico “Há que violentar o sistema” e ao projecto "Há alma" concebido em 2006 por aqueles que constituiram o seu núcleo duro - Fernando Gonçalves, Óscar Martins e jc Serra. © 2006 / jc serra

Informação retirada daqui

sábado, 10 de junho de 2017

Megahertz


BIOGRAFIA MHZ
Grupo de Cantanhede que participou no Só Rock, em Coimbra. O grupo era formado por Idalécio (teclados e voz), João Lopes (guitarra, ocarina e voz), José Luis (baixo) e Carlos Lopes (bateria).

Lançaram o primeiro single, "Ele É o Freak da Sua Rua", em 1981.

Em 1982 lançaram um novo single, produzido por Frodo, com "Febre dos Tempos" no lado A e uma versão de "A Lenda de El Rei D. Sebastião", do Quarteto 1111, no lado B.

DISCOGRAFIA
Ele É o Freak da Sua Rua/Tu (Single, Roda, 1981)
Febre dos Tempos/A Lenda de El Rei D. Sebastião (Single, Roda, 1982)

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Melleril de Nembutal


BIOGRAFIA
Projecto que juntava Canto Buendia (guitarra), Miguel Santos (baixo e percussões), Itaperapetuxe (bateria), Justo Infantes (baixo e percussão), Canio Silvestre (voz), Camarada MgGuinty (percussão e harmónica), Arcádio Maturina (performer) e Cénti Papa (violino e flauta). Por vezes também aparecia Lua Côma .

Em 1985 participaram no festival de Nova Música do Porto. Na primeira vez que os viu, em Dezembro de 1986, o jornalista António Pires (Blitz) descreveu os Melleril de Nembutal assim (texto extraído do blog Juramento Sem Bandeira):

«Os Melleril de Nembutal (banda que deve ir buscar o nome a um produto híbrido de comprimidos para a dor de dentes e um qualquer descendente do Australopithecus Afarensis) tiveram a sorte ingrata de abrir uma noite destinada a visitas importantes [Mão Morta e RongWrong] naquela casa [Rock Rendez-Vous] e cumpriram o seu papel: comportaram-se como putos traquinas, puseram o dedo no nariz, partiram a loiça, queixaram-se publicamente da mãe. Bem, agora a falar a sério (se seriedade é uma palavra que se pode aplicar neste caso) -- as canções dos Melleril demonstram a fragilidade técnica da banda, um muito fraco domínio dos instrumentos, mas mostram também que há ali bastante mármore de qualidade que com duas ou três marteladas e meia polidela pode dar uma bela estátua de N. Sra. das Dores. A sua música, conduzida por dois vocalistas incrivelmente kitsch e divertidos (um traz vestido um guarda-roupa completo de ceifeira alentejana e o outro apenas uns collants rendilhados), vai beber directamente à Tradição portuguesa, tanto em termos musicais como líricos, as suas referências -- o Alentejo (Janita Salomé possivelmente soaria assim se tivesse menos 20 anos), os cantos árabes, os ritmos tribais que até nem aparecem por acaso, visto alguns dos membros já terem tocado com Farinha -- juntam-se aos símbolos maiores do nosso país (os cultos católicos, a presença obsessiva da Mãe, a possessão demoníaca) para dar aos Melleril um som muito próprio e bastante prometedor.»

Em 1987, os Melleril de Nembutal concorreram ao IV Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous onde conseguiram o Prémio de Originalidade.

NO RASTO DE...
Miguel Santos chegou a trabalhar no jornal Blitz. Actualmente trabalha na secção londrina da Fundação Calouste Gulbenkian. 

Depois do fim da banda, Miguel Santos formou o projecto Hesskhé Yadalanah e a editora Johnny Blue pela qual chegou a editar uma cassete em caixa de cortiça com o nome do seu antigo grupo: "Melleril de Nembutal" é uma cassete de luxo reduzida a 100 exemplares em caixa de cortiça, assinada por Hesskié Yadalanah, "alter ego" do próprio editor.

Os restantes elementos formaram os RU 486 que participaram em algumas cassetes da Facadas na Noite e da K7 Pirata. Depois do fim deste projecto apareceram os Subterfugio (cinco elementos originais dos Melleril, entre eles a voz de José Jacinto) que nos inícios dos anos 90 editaram uma cassete pela K7 Pirata.

O projecto Uru Eu Wau Wau era formado por Miguel Santos e por outro ex-Melleril de Nembutal.

Informação retirada daqui


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Biografia de Luísa Todi

Luísa Rosa de Aguiar, meio-soprano portuguesa, a mais célebre de todos os tempos. Nasceu em Setúbal, filha de um professor de música e instrumentista, que passou a viver em Lisboa em 1765. Luísa começou pelo teatro musicado aos catorze anos, no Teatro do Bairro Alto em "Tartufo", de Molière. Com outra irmã cantou em óperas cómicas. Casou, em 1769 com o violinista napolitano e seu grande admirador, Francesco Saverio Todi que lhe deu o apelido e a fez aprender canto com o compositor David Perez, muito conceituado e mestre de capela da corte portuguesa. Ao marido deveu o aperfeiçoamento e a dimensão internacional que a levariam a todas as cortes da Europa, como cantora lírica. Estreou-se em 1771 na corte portuguesa de D. Maria I e cantou no Porto entre 1722 e 1777 quando partiu para Londres para actuar no King's Theatre, sem particular aplauso por parte dos ingleses. Em 1778 está em Paris, segue-se Versalhes. Em 1780 é aclamada em Turim, no Teatro Régio tendo assinado um contrato como prima-dona e em 1780 era já considerada pela crítica como uma das melhores vozes de sempre. Brilhou na Áustria, na Alemanha e na Rússia. Veio a Portugal em 1783 para cantar na corte portuguesa. Regressou a Paris tendo ficado célebre o "duelo" com outra cantora famosa de nome Gertrudes Mara. A crítica e o público dividiu-se. Convidada, parte com o marido e filhos para a corte da caprichosa e licenciosa Catarina II da Rússia, em São Petersburgo (1784 a1788), que a presenteou com jóias fabulosas. Em agradecimento o casal Todi escreveu para a imperatriz a opera «Pollinia». Berlim aplaudiu-a quando ia a caminho da Rússia e no regresso, Luísa Todi foi convidada por Frederico Guilherme II da Prússia, que lhe deu aposentos no palácio real, carruagem e os seus próprios cozinheiros, sem falar do principesco contrato, tendo ali permanecido de 1787 a1789. Diversas cidades alemãs a aplaudiram como Mainz, Hanôver e Bona, onde Beethoven a terá ouvido. Cantou ainda em Veneza, Génova, Pádua, Bérgamo e Turim. De 1792 a1796 encantou os madrilenos novamente. Em 1793 regressa à corte de Lisboa por ocasião do baptizado de mais uma filha do herdeiro do trono, futuro D. João VI, casado com D. Carlota Joaquina. A cantora precisou de uma autorização especial para cantar em público, o que era então proibido às mulheres, numa corte pouco esclarecida como a de D. Maria I. Luísa Todi tinha a capacidade invulgar de cantar com a maior perfeição e expressão em francês, inglês, italiano e alemão. Em 1799 terminou a sua carreira em Nápoles. Regressou a Portugal e cantou ainda no Porto, em 1801. Luísa Todi enviuvou em 1803 e viveu naquela cidade, onde viria a perder as suas famosas jóias no trágico acidente da Ponte das Barcas, por ocasião da fuga das invasões francesas em Portugal, pelos exércitos de Napoleão, em 1809. Viveu em Lisboa de 1811 até ao final da vida, consta que com algumas dificuldades e cega. Setúbal não a esqueceu tendo-lhe erigido um monumento com a sua efígie e dado o seu nome à principal artéria da cidade. No livro de Antoine Reicha, "Tratado da Melodia" Luísa Todi foi considerada "A cantora de todas as centúrias" melhor dizendo "Uma cantora para a eternidade"

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